Israel acusou a Organização das Nações Unidas (ONU) na última terça-feira de hipocrisia por promover um debate sobre o assassinato do líder do Hamas, xeque Ahmed Yassin, e não condenar os ataques suicidas de palestinos contra civis.
O Conselho de Segurança da ONU, de 15 membros manteve um debate na segunda-feira sobre o assassinato de Yassin por Israel após os embaixadores árabes e os Estados Unidos não terem chegado a um acordo em torno de um comunicado condenando o ataque.
- Nenhuma resolução, nenhum comunicado presidencial foi adotado por esse Conselho para denunciar especificamente o massacre deliberado de nossos civis inocentes - disse o embaixador de Israel junto à ONU, Dan Gillerman, em discurso.
Gillerman disse que Yassin ajudou diretamente ou inspirou 425 ataques que mataram 377 israelenses e feriram 2.076 nos últimos três anos e meio.
Ele disse que o conselho está saindo em defesa de 'um padrinho do terrorismo' e classificou a atitude como hipocrisia.
O observador palestino na ONU, Nasser al-Kidwa, abriu o debate pedindo que a entidade condenasse o assassinato de Yassin que era tetraplégico.
- Condenamos enfaticamente este novo crime israelense e a manutenção do poder de ocupação israelense - disse.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, condenou a morte. Outros países também condenaram o assassinato e muitos disseram que foi uma atitude extrajudicial que viola as leis internacionais.
Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026
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