O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, disse nesta quinta-feira que governo israelense estaria pronto para iniciar um diálogo com a Líbia se Trípoli renunciasse ao "terrorismo" e se livrasse de suas armas de destruição em massa. Mas Shalom se negou a dizer se as negociações já haviam começado.
Shalom afirmou em entrevista coletiva durante visita à Etiópia que propaganda poderia prejudicar qualquer iniciativa secreta.
- Todas as informações sobre um processo realizado em segredo, sejam essas informações corretas ou não, podem prejudicar os esforços de Israel - disse.
- Se a Líbia mudar sua atitude em relação a Israel, parar de dar apoio ao terrorismo e destruir suas armas de destruição em massa, Israel estará pronto para abrir um diálogo com a Líbia - afirmou.
- Israel estará pronto para começar a negociar não apenas com a Líbia mas com qualquer Estado árabe que queira a paz. O Ministério das Relações Exteriores de Israel continuará a manter um diálogo com todos os países árabes que buscam a paz - disse.
Inimigos
Há muito tempo, a Líbia é inimiga do governo israelense. Durante anos, o governo líbio ofereceu refúgio para militantes anti-Israel, incluindo o líder guerrilheiro palestino Abu Nidal, que morreu em Bagdá em 2002 após ser baleado.
Em 1973, Israel abateu um avião da Líbia com mais de cem pessoas a bordo depois que o aparelho invadiu espaço aéreo israelense.
Rumores sobre negociações entre os dois países surgiram depois que o governo líbio anunciou de surpresa no mês passado que estava abandonando suas armas não-convencionais, uma decisão bem-recebida pelos EUA como um passo importante em direção ao fim do isolamento internacional da Líbia.
Em Jerusalém, fontes políticas confirmaram informações divulgadas por um canal de TV de que Ron Prosor, importante autoridade da Chancelaria israelense, tinha se reunido com um representante da Líbia duas semanas atrás para discutir o início de um diálogo.