Rio de Janeiro, 31 de Março de 2026

Isolado, Alckmin busca apoio na capital paulista

Cada vez mais isolado, o candidato tucano, na prática, transferiu para São Paulo o comando da campanha que, até o início desta semana estava concentrado em Brasília. (Leia Mais)

Sexta, 25 de Agosto de 2006 às 10:43, por: CdB

Cada vez mais isolado, o candidato tucano, na prática, transferiu para São Paulo o comando da campanha que, até o início desta semana estava concentrado em Brasília. Fontes no PSDB
garantem que Geraldo Alkmin percebeu uma série de descompassos na sua caminhada para o Planalto e a perda de sustentação política, principalmente nos Estados nordestinos, região onde
não consegue avançar nas pesquisas de opinião.

Ao voltar para a capital paulista, Alckmin espera deixar para trás as imagens de abandono que marcaram as últimas semanas, e alterou também o eixo de poder no comitê central, colocando o seu coordenador de comunicação, Luiz Gonzalez, em posição de destaque na condução do esforço eleitoral.

Até a agenda de viagens mudou de mãos, passando a ser fechada pelo próprio candidato, o que também lhe rendeu um rosário de críticas de quem defendia a permanência do centro de
decisões na capital federal. Estes apontaram o afastamento de aliados importantes, como o próprio presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afastado da campanha desde o início da semana, quando o governador do Ceará, Lúcio Alcântara, apareceu no programa eleitoral gratuito ao lado do candidato petista, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Jereissati já avisou que não poderá comparecer a um almoço, semana que vem, na capital paulista.

O isolamento de Alckmin pode ser percebido também no comentário que Sérgio Guerra, coordenador da campanha tucana, ouviu do presidente do PFL, Jorge Bornhausen:

- Não adianta ir para Brasília. Para alguns problemas como este, dos palanques nos Estados, não há solução - disse o pefelista, na presença de jornalistas.

Nesta quarta-feira, na capital federal, Alckmin também percebeu que nenhum dos 13 senadores e deputados federais que integravam o conselho político da campanha foi ao seu encontro, embora três deles estivessem no Plenário do Senado durante a toda a tarde. O candidato a vice-presidente de Alckmin, o senador José Jorge (PFL/PE), usou um trocadilho para ilustrar o momento:

- Campanha de quem não está na frente é sempre um mar de rolos.

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