Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Isenção de IPI sobre material de construção é estendido a eletrodomésticos

Sexta, 17 de Abril de 2009 às 10:05, por: CdB

Em edição extra do Diário Oficial da União, nesta sexta-feira, o governo publicou mais uma medida para conter os efeitos da crise financeira internacional e estimular a economia. O Decreto n.º 6.823 isenta várias mercadorias do setor da construção civil da cobrança do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). O texto inclui, entre outros materiais, telhas de aço, ladrilhos e placas para pavimentação ou revestimento, cadeados, fechaduras e ferrolhos, chaves, torneiras, válvulas, artigos para canalização, caldeiras e reservatórios.

O governo também adotou mais uma medida de desoneração para estimular as vendas e reduziu também o IPI para a chamada linha branca: geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. As alíquotas do IPI, assim, vão de 15% para 5% para as geladeiras, de 5% para 0% nos fogões, de 20% para 10% para as máquinas de lavar, e de 10% para 0% para os tanquinhos. As mudanças valerão por três meses.

Ritmo de queda

Um dos principais fatores para a adoção das recentes medidas de aquecimento da economia, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 15 de abril desacelerou em quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A cidade que apresentou o maior decréscimo na taxa de variação foi Porto Alegre, cujo índice passou de 1,05% para 0,74%. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, pela FGV, também recuaram as taxas de Belo Horizonte (de 0,92% para 0,68%), Brasília (de 0,30% para 0,29%) e São Paulo (de 0,98% para 0,95%), que, apesar da leve desaceleração nos preços, foi a capital que registrou o índice mais elevado no período.

Na outra ponta, os preços subiram com mais intensidade em Recife (de 0,58% para 0,73%), no Rio de Janeiro (de 0,33% para 0,42%) e em Salvador (de 0,31% para 0,32%). A inflação na média nacional apurada pelo IPC-S de 15 de abril ficou praticamente estável, registrando variação de 0,70%, 0,01 ponto percentual abaixo do resultado do levantamento anterior. A leve desaceleração foi influenciada principalmente pelo decréscimo das taxas dos grupos alimentação (de 1,65% para 1,59%) e transportes (de -0,03% para -0,12%).

Inflação paulistana

Depois de se manter estável em 0,40% no começo do meste mês, a inflação na cidade de São Paulo teve ligeira aceleração, atingindo 0,42%, na segunda prévia de abril, segundo apuração feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Quatro dos sete grupos pesquisados apresentaram aumento no ritmo de alta: saúde, despesas pessoais, transportes e educação.

O grupo saúde avançou para 0,61%, ante 0,40%, sendo que a principal contribuição veio dos reajustes dos medicamentos. Entre os itens que mais subiram de preço estão os remédios para problemas respiratórios, com alta de 3,16%, seguido pelos antiinfecciosos (2,02%). Em despesas pessoais, o IPC teve elevação de 1,36%, ante 0,88%, com destaque para o aumento de preços dos cigarros (6,44%). O grupo educação teve leve alta, passando de 0,05% para 0,06%.Em transporte, a taxa passou de -0,09% para 0,04%, variação puxada pelos reajustes nos serviços de reparos de veículos.

Em movimento inverso, o grupo alimentação desacelerou, com alta de 0,68%, variação inferior à constatada na primeira prévia (0,81%). No grupo habitação, a taxa ficou pouco acima de zero (0,02%, ante 0,16%), influenciada pelo preço da energia elétrica (-1,69%). Em vestuário, o IPC passou de 0,73% para 0,71%.

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