Esta semana mais dois episódios sob todos os aspectos lamentáveis enlameam as polícias tucanas dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de Minas, Antônio Anastasia, ambos do PSDB. Infelizmente são mais dois de uma já longa série protagonizada pelas polícias - vários, inclusive, de agora, 2011.
As providências contra os policiais implicados, como afastamentos (quando há) e investigações são as mesmas de praxe, não surtem o menor efeito. Punições, nem pensar. Daí a polícia se sentir livre, leve e solta para aprontar.
Em Minas a polícia e a maior favela de Belo Horizonte entraram em séria crise depois que, na noite de sábado, Renilson da Silva e seu sobrinho de 17 anos foram assassinados "por engano" pelos policiais do Batalhão de Rondas Táticas da Polícia Militar no Aglomerado da Serra, a maior favela da capital mineira, com 50 mil moradores.
Na favela, aulas suspensas, ônibus não circulam...
Residentes na comunidade, Renilson e o sobrinho foram confundidos com traficantes de drogas e executados pelos policiais. Não tinham nenhuma passagem pela polícia. Os relatos sobre o caso, feito por moradores, adiantam que os integrantes da PM, além de receberem propina dos traficantes extorquiam os favelados e estes foram os pontos da discórdia que levaram aos assassinatos. A polícia mineira repete o mantra dessas ocasiões: os policiais foram recebidos a tiros.
Nessa 2ª feira as escolas públicas que funcionam na favela tiveram as aulas suspensas e duas das 4 linhas de ônibus da região não circularam. Houve interrupção no fornecimento de energia elétrica e de telefone para a favela.
Revoltados os moradores otaram fogo em três ônibus.O governador Antônio Anastasia divulgou nota em que informa ter determinado apuração sumária (?) do caso e a Secretaria de Defesa Social (Segurança Pública) informou que pediu ao Ministério Público que acompanhe as investigações.
Irrregularidade, rotina na polícia em MG e SP
Terça, 22 de Fevereiro de 2011 às 12:46, por: CdB