Os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos de Paula e Silva, que confessaram ter assassinado a pauladas o casal Richthofen, podem ser libertados da cadeia, assim como foi solta, na quarta-feira, a filha do casal Suzane Louise von Richthofen, que confessou ter planejado o crime. O casal Manfred e Marísia von Richthofen, foram mortos em 31 de outubro de 2002, a golpes de bastão enquanto dormiam.
Os advogados dos Cravinhos vão entrar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com um hábeas corpus, mesmo recurso usado pelo advogado de Suzane, para conseguirem a liberdade provisória.
- As prisões dos três foram feitas da mesma forma. Se Suzane estava presa ilegalmente, eles também estão - diz a advogada dos irmãos, Gislaine Jabur.
Segundo ela, os pais dos assassinos vão fazer uma visita à cadeia no final de semana para tratar do assunto. Os dois estão em um presídio próximo a Sorocaba, no interior. Se concordarem, o recurso deve ser impetrado entre esta segunda e terça-feira.
No entanto, o pai dos jovens, Astrogildo Cravinhos, prefere que eles continuem presos:
- A liberdade provisória é uma faca de dois gumes. Eles saem hoje, mas sabemos que terão de voltar mais tarde. Então é melhor deixar tudo como está, porque o tempo de prisão já vem sendo contado e não precisamos interromper nada.
A advogada de Suzane, Luzia Sanches, disse que ela está na casa dos tios paternos, no interior de São Paulo, e ainda não viu o irmão Andréas, de 18 anos. A advogada disse que ele não foi visitá-la nos 10 meses em que passou no Centro de Ressocialização Feminina, de Rio Claro, interior de São Paulo. Os planos da jovem são de voltar a morar na capital.
- A casa dela está aqui. O irmão dela mora aqui - disse a advogada.
Ela ainda não encontrou com Suzane, depois de entregá-la à família, mas irá conversar com ela entre esta sexta-feira e sábado.