Irmão de pastor acusado de estupro presta depoimento
O irmão do pastor Marcos Pereira, Allan Pereira, chegou nesta quarta-feira, para prestar depoimento na 64ª DP, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Mulheres que acusam o pastor pelo crime de estupro, registraram queixa de difamação e injúria contra o irmão do religioso, que publicou em sua página no Facebook ofensas e fotos das vítimas.
Segundo o delegado, Delmir Gouvea, o irmão do pastor Marcos Pereira, Allan Pereira negou as declarações postadas no facebook
O irmão do pastor Marcos Pereira, Allan Pereira, chegou nesta quarta-feira, para prestar depoimento na 64ª DP, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Mulheres que acusam o pastor pelo crime de estupro, registraram queixa de difamação e injúria contra o irmão do religioso, que publicou em sua página no Facebook ofensas e fotos das vítimas.
De acordo com informações do portal G1, o depoimento de Allan durou cerca de 50 minutos. Segundo o delegado, Delmir Gouvea, o irmão do pastor Marcos Pereira, Allan Pereira negou as declarações postadas no facebook. "Ele negou inicialmente o fato. Embora os fatos estejam impressos no facebook dele, ele reservou-se o direito de falar em juízo sobre os quatro procedimentos que foram efetuados aqui. Um em relação ao delegado como vítima da Decod, outro de duas testemunhas e vítimas e o terceiro em relação ao pastor Rogério que é marido de uma das vítimas", disse o delegado, ressaltando que Rogério é um dos denunciantes e Allan usa a página do facebook para ameaçar a vida do mesmo.
O pastor foi chamado à delegacia para explicar à polícia imagens publicadas em seu perfil na rede social, de vítimas e testemunhas que acusam o pastor Marcos Pereira de abuso sexual. Também em seu perfil na rede social, ele chamou o delegado Márcio Mendonça Dubugras, da Delegacia de Combate ao Tráfico de Drogas (Dcod), de "advogado do diabo".
Segundo o delegado, as penas para Allan, se a acusação for levada adiante e ele for condenado, podem somar 3 anos e meio de retenção. De acordo com o delegado, o procedimento está concluído. "Vou remetê-lo ainda hoje para o juizado especial criminal", completou.
Uma das mulheres que acusam o pastor Marcos Pereira de estupro relatou, em depoimento na
terça-feira, ter sofrido abusos recorrentes do pastor entre 1991 e 2008. Segundo ela, que pede para não ter o nome publicado, os abusos só pararam, quando ela decidiu sair da igreja de Marcos. Nesse meio tempo, ela diz ter sido estuprada quatro vezes pelo pastor.
- Teve um dia que ele mandou me chamarem em minha casa. Mandou até gente para cuidar dos meus filhos porque já sabia o que ia fazer. Quando eu cheguei, ele me puxou pelo braço, fechou a porta, foi violento. Me fez deitar", disse. Segundo ela, Marcos a estuprou e depois mandou ela se lavar. "Quando eu voltei do banheiro, ele perguntou se eu estava com raiva dele, se eu o perdoava - disse.
A mulher afirma que acreditava nos dizeres do pastor e que não o denunciou antes por medo. De acordo com ela, Marcos fazia ameaças constantes .”Até então, para mim, ele era uma autoridade de Deus. Sempre falava que ia prestar conta com deus. Eu fui criada acreditando no Deus que castiga, que fere. Quando ele passou a fazer isso comigo, o véu caiu”, afirmou.
O delegado Márcio Mendonça Dubugras investiga ainda em que circunstâncias uma suposta vítima do pastor Marcos Pereira gravou um vídeo desmentindo o seu depoimento, em que afirmava que havia sido amarrada por ele, jogada na cama e obrigada a manter relações com o religioso.
Segundo a Polícia Civil, o delegado averigua se ela foi ameaçada ou coagida para dar essa versão. Ainda de acordo com a polícia, até as 13h de sexta-feira, a vítima que se identifica como Elisângela, em vídeo divulgado no YouTube, não procurou a delegacia para desmentir o depoimento prestado.
O Ministério Público do Rio (MP-RJ) também informou que a suposta vítima não procurou o órgão para desmentir o depoimento, que consta na denúncia contra o pastor Marcos Pereira. A promotora Luciana Barbosa Delgado, da 2ª Promotoria de Justiça, informou ainda que o vídeo foi anexado ao processo e será analisado.
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