Os tchecos tornaram-se os primeiros moradores da ex-"Cortina de Ferro" a votar para o Parlamento Europeu, nesta sexta-feira, nas eleições supranacionais -- o maior pleito da história, com quatro dias de duração e 350 milhões de eleitores.
Na Irlanda, onde a votação começou às 3h (horário de Brasília), os eleitores também votarão em um plebiscito que detonou uma polêmica e expôs algumas das dificuldades enfrentadas pela União Européia (UE) ao se expandir.
O governo quer que os eleitores votem "sim", permitindo que seja alterada a lei segundo a qual qualquer criança nascida em território irlandês tem direito à cidadania irlandesa. Adversários da proposta consideraram-na mal intencionada e até mesmo racista.
Ao norte da fronteira irlandesa, houve sinais de um conflito que a UE, composta agora por 25 países-membro, preferiria deixar para trás.
Quando a polícia recolheu as urnas de votação na Província da Irlanda do Norte, controlada pela Grã-Bretanha, foi recebida com coquetéis molotov. O Sinn Fein, aliado político do grupo Exército Republicano Irlandês (IRA), deve conquistar sua primeira cadeira no Parlamento Europeu.
Até domingo, europeus de Lisboa (Portugal) a Riga (Letônia) devem votar a fim de eleger os 732 membros do Parlamento Europeu, cuja sede fica em Estrasburgo (França).
Os britânicos e os holandeses deram início ao processo eleitoral na quinta-feira. Nos dois países, o comparecimento às urnas pareceu maior que no pleito anterior, realizado em 1999.
Uma pesquisa de opinião divulgada na noite de quinta-feira sugeriu que o Partido do Povo Europeu (EPP), de centro-direita, continuaria a ser o maior do Parlamento, mas que não conseguiria cumprir sua meta de dominar o órgão.