Lojistas e moradores de Bagdá procuravam nesta sexta-feira por corpos ou sobreviventes entre os destroços, depois que uma série de explosões matou quase 70 pessoas e destruiu uma área da cidade na quinta-feira, pouco antes do anoitecer.
Cerca de 250 pessoas também ficaram feridas nas explosões, que, segundo a polícia, teriam sido provocadas por uma série de foguetes lançados contra o leste de Bagdá, uma região xiita.
No entanto, um general encarregado do departamento responsável por explosivos afirmou ao canal público de TV do país que os militantes tinham alugado lojas e apartamentos, plantado bombas e depois detonado os explosivos de forma coordenada. Diante da ausência de peritos em vários dos locais atingidos, não ficou claro como o general havia chegado a essa conclusão horas depois dos ataques.
Momentos após as primeiras explosões, provocadas, segundo a polícia, por foguetes Katyusha, moradores ouviram a detonação de uma rodada de morteiros, em meio a uma noite confusa e violenta na capital iraquiana, onde soldados dos Estados Unidos e do Iraque deram início a uma grande operação de segurança, no mês passado.
Nenhuma autoridade quis falar sobre quem seriam os culpados pelos ataques.
As mortes aconteceram quando famílias se reuniam para o início de um final de semana muçulmano. As explosões também coincidiram com o lançamento, pelo presidente norte-americano, George W. Bush, de uma série de discursos para convencer os cidadãos sobre a necessidade da guerra no Iraque.
Horas antes, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, um xiita, havia dito que as forças do país árabe assumiriam o controle da maior parte do Iraque até o final do ano. A passagem formal do comando sobre as Forças Armadas para o Ministério de Defesa do país deve acontecer no sábado.