A maioria dos iraquianos acredita que a vida está melhor agora do que na época do regime de Saddam Hussein, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira. Foram entrevistados 2.500 iraquianos para um grupo de organizações de imprensa internacionais, incluindo a rede BBC. A sondagem foi realizada para marcar o primeiro aniversário da invasão liderada pelos Estados Unidos.
Quarenta e nove por cento dos entrevistados acreditam que a invasão do seu país por tropas dos EUA e britânicas foi correta e 39% disseram que foi errada. Cerca de 57% afirmaram que a vida está melhor agora do que sob Saddam, contra 19% que a avaliaram para pior. Vinte e três por cento disseram que continua igual.
O povo iraquiano parece otimista em relação ao futuro. Setenta e um por cento deles afirmaram esperar que as coisas melhorem no próximo ano, 6% que piorem e 9% que fiquem iguais. Ao todo, 70% dos entrevistados disseram que a vida está boa agora, comparando-se a 29% para quem a vida está ruim.
Cerca de 85% consideram a retomada da segurança pública assunto prioritário, contra 30% que desejam eleições para um governo nacional e 28 por cento que querem recuperação econômica.
Somente um quarto disse ter confiança nas forças de ocupação lideradas pelos EUA para atender suas necessidades. Há muito mais confiança em líderes religiosos iraquianos (70%), na polícia local ( 68%) e no novo Exército iraquiano (56%). Cinquenta e um por cento são contra a presença contínua de forças estrangeiras no Iraque, contra 39% que apóiam a idéia.
Quase um quinto dos entrevistados declarou que os ataques contra forças estrangeiras são aceitáveis. Questionados sobre o sistema político necessário para o país, 86% disseram que desejam uma democracia, mas 81% afirmaram ser necessário um líder único e forte.
A opinião sobre a invasão ficou dividida. A pesquisa mostrou que 41% dos iraquianos acreditam que a invasão humilhou o Iraque e 42% disseram que libertou o país.