Uma pesquisa de opinião encomendada pela BBC e outros veículos de comunicação mostra que mais da metade dos iraquianos acredita que a situação no país, de maneira geral, é pior hoje do que antes da invasão liderada pelos Estados Unidos. A maioria dos 1,7 mil iraquianos que responderam à pesquisa disse também ser contrária à invasão. Quase 65% disseram que se opõem à continuação de tropas estrangeiras no Iraque, embora muitos concordem que agora elas devem permanecer no país até que a segurança seja restaurada. Mas a pesquisa também sugeriu uma forte sensação de otimismo em relação ao futuro. Cerca de 70% dos iraquianos acreditam que suas vidas melhoraria no próximo ano e apenas 12 por cento responderam o contrário. Quanto às condições de modo geral no país, mais da metade descreveu-as como ruins e 44 por cento como boas. Os iraquianos vão às urnas nesta quinta-feira para eleições parlamentares.
Menos da metade dos iraquianos se disse satisfeita com o suprimento de energia elétrica e a oferta de empregos. De acordo com o levantamento, as pessoas possuem mais artigos de uso doméstico em sua casa em comparação com o verificado há dois anos. Agora, 99% das residências possuem uma televisão - aparelho descrito ainda como principal fonte de informação.
Mais de 60% dos iraquianos possuem telefone celular, em comparação a apenas 5% dois anos atrás. Perguntados sobre a estrutura política do Iraque, sete em cada dez entrevistados disseram favorecer um Iraque centralizado. Na pesquisa anterior da BBC, oito em cada dez iraquianos favoreciam esse tipo de regime. Quando questionados sobre o que precisariam em cinco anos, menos de um terço dos iraquianos respondeu um líder forte, e 45 por cento mencionaram a democracia.
A pesquisa com 1.700 pessoas foi feita pela Oxford Research International entre outubro e novembro de 2005. Além da BBC, participaram da pesquisa divulgada nesta segunda-feira ABC News, NHK, Time Magazine e Der Spiegel. A margem de erro da pesquisa foi estabelecida entre 2% e 3%.