Rio de Janeiro, 04 de Maio de 2026

Iraque: Votação é marcada por atentados

As ameaças de atentados durante o referendo desta sábado no Iraque, feitas por rebeldes, estão se cumprindo. Três soldados iraquianos que participavam de um dispositivo de segurança do referendo foram mortos na região de Saadija, 140 quilômetros ao noroeste de Bagdá, e outros três ficaram feridos nas primeiras horas deste sábado, informaram fontes do Ministério do Interior. (Leia Mais)

Sábado, 15 de Outubro de 2005 às 09:26, por: CdB
As ameaças de atentados durante o referendo desta sábado no Iraque, feitas por rebeldes, estão se cumprindo. Três soldados iraquianos que participavam de um dispositivo de segurança do referendo foram mortos na região de Saadija, 140 quilômetros ao noroeste de Bagdá, e outros três ficaram feridos nas primeiras horas deste sábado, informaram fontes do Ministério do Interior. Na região nordeste da capital, um policial foi atingido por disparos feitos contra um colégio eleitoral.

Segundo a mesma fonte, os policiais foram mortos na explosão de uma bomba, quando realizavam uma inspeção em um colégio eleitoral na região de Saadija. Em Bagdá, vários postos de votação foram alvo de disparos na manhã deste sábado, na abertura do referendo, informaram fontes da comissão eleitoral. Também houve explosões na frente de um local de votação, instalado em uma escola no bairro de Amirija (oeste de Bagdá).

Uma hora e meia depois, um foguete do tipo "katiusha" caiu em um cemitério do bairro sunita d eAdhamija (norte da capital), sem deixar vítimas, assinalaram fontes policiais.

Nos bairros de Dura e Al Ilaam (sul e sudoeste de Bagdá), centros de votação foram atacados a tiros, sem que houvesse vítimas, informou Adel Lamy, responsável pela comissão eleitoral independente.

Na localidade de Faluja, "fortaleza" da comunidade sunita, a uns cinco quilômetros a oeste de Bagdá, uma bomba de fabricação caseira explodiu no início da manhã.

Dia de decisão 

O referendo faz parte do cronograma de transição de poder, estabelecido pelas forças de ocupação americanas e o gabinete interino iraquiano. Se a Carta for aprovada, um Parlamento com plenos poderes será eleito até dezembro e dará posse ao novo governo. Caso seja rejeitada, a atual Assembléia Nacional provisória (Parlamento) será dissolvida e uma nova, também interina, será eleita em dezembro. Então, o país voltará à estaca zero para elaboração da Constituição.

Mas a previsão é que o texto seja aprovado hoje, uma vez que tem o apoio dos curdos (cerca de 20% da população) e da grande maioria dos árabes xiitas (60%). Entre os árabes sunitas (perto de 20% dos habitantes) a rejeição é ampla. De acordo com a lei, para ser aprovado o texto tem de receber o apoio de mais de 50% dos votantes. Além disso, não pode ser rejeitada por mais de dois terços em pelo menos de três províncias.

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