Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Iraque: Terror atinge oleoduto vital

Sabotadores atacaram o oleoduto estratégico que liga os campos de petróleo do Norte e do Sul do Iraque neste domingo, um dia depois de atingir outro oleoduto e reduzir pela metade as exportações de óleo do país. De acordo com testemunhas e autoridades, colunas de fumaça se ergueram a centenas de metros a partir de uma rachadura no trecho do oleoduto na área de Hawijat al-Fallujah, a cerca de 80 quilômetros a sudoeste de Bagdá. (Leia Mais)

Domingo, 04 de Julho de 2004 às 13:38, por: CdB

Sabotadores atacaram o oleoduto estratégico que liga os campos de petróleo do Norte e do Sul do Iraque neste domingo, um dia depois de atingir outro oleoduto e reduzir pela metade as exportações de óleo do país. De acordo com testemunhas e autoridades, colunas de fumaça se ergueram a centenas de metros a partir de uma rachadura no trecho do oleoduto na área de Hawijat al-Fallujah, a cerca de 80 quilômetros a sudoeste de Bagdá.

Fontes da indústria petrolífera informaram que o óleo do Norte estava sendo bombeado secretamente por esse oleoduto, para ser exportado a partir de dois terminais marítimos no Sul.

O óleo do Norte é normalmente bombeado por um oleoduto que vai à Turquia, mas sabotagens obrigaram o Iraque a desviar o curso para o Sul.

A exportação dos terminais do Sul, que respondem por toda a venda de petróleo do Iraque ao exterior, caiu para 960 mil barris por dia no sábado, depois que sabotadores explodiram um dos dois oleodutos que alimentam os terminais e abriram um buraco na tubulação.

O Iraque exportava 2 milhões de barris por dia antes do ataque ao oleoduto do Sul, no sábado.

O ataque a dois oleodutos menores, que alimentam dois terminais marítimos, parou as operações no terminal de Khor al-Amya e restringiu o fluxo de óleo ao terminal de Basra, de onde a maior parte do petróleo Iraquiano é exportado.

O fluxo para os petroleiros do terminal de Basra, antes conhecido como Mina al-Bakr, era de 41 mil barris por hora (bph).

O petroleiro Stena Congress estava sendo carregado com o volume de 31 mil barris por hora e o Astro Cassiopeia, com 11 mil bph.

Antes do ataque, o transporte de petróleo para as plataformas de Basra era de 70 mil bph. O atentado abriu um buraco no oleoduto de 42 polegadas que se estende pela Península Faw, apesar da vigilância ter aumentado depois de ataques semelhantes no mês passado.

As exportações iraquianas dependem das rotas do Golfo. Ataques aos dois oleodutos do Sul e outras instalações suspenderam as exportações várias vezes este mês.

O principal oficial de segurança do Iraque, Ahmad al-Khafaji, afirmou à Reuters na semana passada que a sabotagem contra as instalações de petróleo continuaria, a menos que os países vizinhos auxiliassem o Iraque a conter a infiltração de militantes estrangeiros que seriam responsáveis pelos atentados.

De outro modo, o esforço para deter atos de sabotagem contra a rede de oleodutos domésticos e para exportação, que se estende por milhares de quilômetros em todo o país, vai demorar a dar resultado, diz al-Khafaji.

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