Iraque tenta restabelecer fronteiras nacionais com eleição de presidente
O parlamento iraquiano elegeu, nesta quinta-feira, o experiente político curdo Fouad Masoum como presidente do país, marcando o segundo passo no processo de formação de um novo governo. Os políticos iraquianos vivem um impasse sobre a formação de um novo governo desde a realização das eleições em abril. A próxima medida, a escolha do primeiro-ministro, pode se mostrar bem mais difícil. O premiê xiita, Nuri al-Maliki, está no poder desde a eleição em caráter interino, e tem desafiado os pedidos de sunitas e curdos para que se afaste para que alguém menos polêmico assuma.
Militantes sunitas têm realizado ataques ao redor dos limites ao sul de Bagdá
O parlamento iraquiano elegeu, nesta quinta-feira, o experiente político curdo Fouad Masoum como presidente do país, marcando o segundo passo no processo de formação de um novo governo. Os políticos iraquianos vivem um impasse sobre a formação de um novo governo desde a realização das eleições em abril. A próxima medida, a escolha do primeiro-ministro, pode se mostrar bem mais difícil. O premiê xiita, Nuri al-Maliki, está no poder desde a eleição em caráter interino, e tem desafiado os pedidos de sunitas e curdos para que se afaste para que alguém menos polêmico assuma.
A situação de enfrentamento entre as várias correntes islâmicas em guerra no país se acirrou, nesta manhã, após um ataque com tiros e bombas contra um ônibus perto de Bagdá que matou 52 prisioneiros e nove policiais, disseram fontes do Ministério da Justiça, em um momento no qual os políticos enfrentam pressão para formar um governo de coalizão que possa enfrentar a insurgência sunita.
O ônibus transportava prisioneiros de uma base militar na cidade de Taji para Bagdá, quando foi atingido por bombas na estrada, disseram as fontes. Então, homens armados abriram fogo. Boa parte do recente banho de sangue no Iraque está ligado a divisões sectárias que se aprofundaram desde que militantes sunitas, anteriormente conhecidos como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), tomaram o controle de partes do norte do Iraque no mês passado, e declararam a criação de um império islâmico.
Militantes sunitas têm realizado ataques ao redor dos limites ao sul de Bagdá. Ao mesmo tempo, milícias xiitas têm ativamente atuado em distritos rurais de Bagdá, sequestrando sunitas que suspeitam fazer parte da militância. Muitos aparecem mais tarde mortos. Esse vaivém de ataques se intensificou dramaticamente desde que a militância sunita avançou em direção à capital iraquiana, no mas sério desafio ao governo liderado por xiitas do primeiro-ministro Nuri al-Maliki desde a retirada de forças dos Estados Unidos em 2011.
Assassinatos em massa se tornaram uma ocorrência regular no Iraque pela primeira vez desde os piores dias de “limpeza" étnica e sectária, em 2006-2007. O motivo das mortes de quinta-feira não estava imediatamente claro. Em junho, 69 prisioneiros foram mortos ao serem transportados de uma cidade próxima para Bagdá.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.