Os rebeldes deixaram mais de 50 pessoas mortas no Iraque nas últimas 24 horas em atentados com carros-bomba e tiros contra civis nas ruas da capital Bagdá, provocando um aumento na tensão já registrada no país e os temores de uma guerra civil.
A maior parte dos ataques ocorrida nas últimas 24 horas foi ao norte do país, onde autoridades dizem que os rebeldes - fugindo da ofensiva na capital - se alojaram. O último atentado aconteceu nesta madrugada, quando um carro-bomba explodiu perto de uma casa onde um grupo de pessoas estava reunido, matando ao menos dez pessoas e ferindo outras dez, em um vilarejo a 80 quilômetros de Bagdá.
A série de ataques começou na manhã desta quinta-feira com a explosão de um carro-bomba que matou 12 pessoas na cidade de Tuz Khormato (norte), localizada entre as cidades de Kirkuk e Bagdá.
Pouco depois, cinco pessoas, entre elas um policial, morreram e outras 13 ficaram feridas em um ataque suicida realizado com uma motocicleta cheia de explosivos, em frente a um café freqüentado por policiais em Mossul (390 km ao norte de Bagdá), segundo uma fonte policial.
Em Kirkuk (255 km ao norte de Bagdá), quatro pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba na entrada do complexo da empresa North Oil Company, segundo a polícia.
A explosão de outro carro-bomba em Baquba (60 km ao norte Bagdá) deixou cinco mortos, entre eles o vice-presidente do Conselho da Província de Diyala. E em Bagdá, homens em três carros trafegando em alta velocidade abriram fogo contra um mercado cheio de pessoas no distrito de Hurriyah, na região norte, matando nove pessoas.
No distrito de Dora, na região sul, um posto de controle da polícia iraquiana foi atacado nesta quinta-feira com tiros e uma bomba, matando um policial e um civil que passavam pelo local. Em Mahmoudiya, no sul do país, a explosão de uma bomba matou três pessoas
A Operação Relâmpago - ofensiva do Exército iraquiano em conjunto com os americanos em Bagdá, iniciada no sábado - tem se intensificado. Patrulhas da polícia e postos de controle são freqüentemente vistos nas ruas. Mais de 12 mil civis iraquianos foram mortos nos últimos 18 meses só na capital. Destes, 10 mil eram xiitas, de acordo com a análise dos dados realizada a partir do levantamento do local onde essas pessoas moravam.
Vários religiosos xiitas e sunitas foram mortos nas últimas semanas, aumentando ainda mais a tensão no país, e levando às autoridades a temerem uma guerra civil entre xiitas e sunitas.
Segundo o Ministério do Interior iraquiano, os assassinatos são promovidos por rebeldes que querem fomentar o conflito civil.
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Iraque registra mais de 50 mortes em 24 horas
Sexta, 03 de Junho de 2005 às 06:57, por: CdB