Cerca de mil xiitas iraquianos morreram nesta quarta-feira após uma confusão sobre uma ponte no rio Tigre em Bagdá, seguindo-se a boatos de que um militante suicida estava prestes a agir, informou uma fonte do Ministério do Interior. A polícia e fontes hospitalares haviam afirmado anteriormente que ao menos 575 pessoas morreram e que 255 estavam feridas.
Uma fonte da polícia disse que grandes grupos encaminhavam-se para a mesquita de Kadhimiya, no norte da cidade, para uma cerimônia religiosa, quando alguém gritou que havia um suicida entre eles.
- Centenas de pessoas começaram a correr e algumas se jogaram da ponte para o rio.Muitos idosos morreram imediatamente, mas dezenas se afogaram, muitos corpos ainda estão no rio - contou.
Mais cedo ao menos sete pessoas foram mortas em três ataques separados de morteiros contra a multidão que se dirigia à mesquita.
O dia celebra o martírio de Musa Al-Kadhim, importante figura religiosa para os xiitas.
A maioria dos mortos é de mulheres e crianças, disse uma fonte do Ministério da Interior iraquiano.
- A maioria morreu por afogamento ou ao ser pisoteada - disse, acrescentando que, até agora, o total de mortos está em 647 e o de feridos, em 301.
Um rumor de que haveria um militante suicida entre a multidão de pessoas que cruzava a ponte sobre o rio Tigre levou a uma correria e pânico.
Grandes grupos encaminhavam-se para a mesquita de Kadhimiya, no norte da cidade, para uma cerimônia religiosa, quando alguém gritou que havia um suicida entre eles.
O primeiro-ministro Ibrahim Jaafari declarou três dias de luto após o incidente, informou a TV estatal.