O governo provisório iraquiano pressionou o Egito para que não cancele sua participação no processo de estabilização do Iraque após o seqüestro de um diplomata egípcio, além de pedir ajuda à Rússia e à Síria, neste sábado.
Os esforços diplomáticos do primeiro-ministro Iyad Allawi, em viagem por vários países vizinhos ao Iraque, e de seu ministro das Relações Exteriores, Hoshyar Zebari, em visita de dois dias a Moscou, ficaram mais difíceis, diante da multiplicação de seqüestros no país. O último deles foi o do diretor de uma empresa de obras públicas, Raad Adnane, feito refém no sábado em Bagdá, quando se dirigia para o trabalho.
O chefe da diplomacia egípcia, Ahmed Abul Gheit, reafirmou que não prevê, em absoluto, enviar forças ou militares egípcios ao Iraque. E, neste sábado, Allawi pediu ao Cairo que não renuncie ao seu pedido de ajuda.
— Não tem de ceder às exigências dos terroristas. É lamentável que as Filipinas tenham feito isso. Chegou a hora de nós estreitarmos nossos esforços. Todas as sociedades civilizadas devem combater o terrorismo - declarou Allawi em uma coletiva de imprensa em Damasco.