Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Iraque está entre os lugares mais perigosos para o jornalista

Segunda, 03 de Maio de 2004 às 08:51, por: CdB

 O Comitê de Preoteção aos Jornalistas dos EUA informou nesta segunda-feira que o Iraque lidera a lista dos dez lugares mais perigosos do mundo para se trabalhar como jornalista. Desde o início da guerra liderada pelos Estados Unidos, 25 jornalistas morreram trabalhando no Iraque, onde seqüestros, criminalidade e ataques a bomba são comuns, de acordo com o grupo. Além disso, rebeldes estão usando estrangeiros como alvos, incluindo jornalistas e iraquianos que trabalham para eles.

Forças americanas atribuíram uma ameaça adicional ao trabalho de jornalistas no Iraque, onde o grupo disse que ao menos sete morreram por fogo americano. Outros jornalistas - a maioria de árabes ou iraquianos - foram detidos e sofreram maus-tratos nas mãos dos militares dos Estados Unidos.

O segundo lugar da lista é Cuba, onde uma sanção sobre a imprensa e a oposição política, iniciada no ano passado pelo governo de Fidel Castro, deixou 29 jornalistas na prisão, com sentenas de até27 anos de reclusão.

Em terceiro lugar está o Zimbábue, onde autoridades fecharam o único jornal independente do país.

Na lista do grupo figuram também o Turcomenistão, Bangladesh, China, Eritréia, Haiti, Rússia, Cisjordânia e Gaza.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas é uma organização sem vínculos partidários e sem fins lucrativos dedicada a defender a liberdade de imprensa no mundo.

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