Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

Iraque diz que soldados dos EUA sairão se não houver acordo

Segunda, 24 de Novembro de 2008 às 08:01, por: CdB

O Iraque não tentará prorrogar o mandato da ONU para a ocupação militar norte-americana, o que obrigaria os soldados dos EUA a deixaram o território iraquiano no começo de 2009, caso o Parlamento do país não aprove um acordo que autoriza tal presença militar até 2011, disse o primeiro-ministro Nuri Al Maliki no domingo.

Pouco antes, líderes iraquianos haviam se reunido com políticos recalcitrantes para tentar convencê-los a dar apoio geral ao pacto, que dá aos EUA três anos para encerrar gradualmente uma presença que começou em 2003, na invasão que levou à deposição do ditador Saddam Hussein.

– Prorrogar a presença das forças internacionais no solo iraquiano não será nossa alternativa – disse Maliki a jornalistas.

– A alternativa será a imediata retirada deles do Iraque – completou.

Líderes das principais bancadas parlamentares - exceto a do clérigo xiita Moqtada Al Sadr - participaram da reunião a portas fechadas, na noite de domingo. Hassan Al Shimmari, líder da bancada do partido xiita Fadhila, que é contra o pacto, disse que não houve acordo.

– Decidiu-se que os chefes devem se reunir amanhã (segunda-feira), e que todos os blocos apresentem exigências quanto a recomendações a serem votadas – disse.

Maliki e vários de seus ministros defendem ardorosamente o acordo, argumentando que é a melhor esperança para o Iraque restaurar sua soberania sem voltar ao caos dos últimos anos.

– Uma retirada imediata não seria do interesse do Iraque – disse Maliki em entrevista coletiva no fim da noite.

Muitos iraquianos presumiam que a única alternativa fosse a prorrogação do mandato da ONU, que expira em 31 de dezembro. O acordo foi aprovado no domingo anterior pelo gabinete e agora está sendo debatido no Parlamento, onde deve ser votado na quarta-feira, antes do início do recesso.

Partidos xiitas e curdos que apóiam Maliki têm votos suficientes para aprovar o acordo, mas seria necessário também o apoio de partidos sunitas e de partidos menores para definir um amplo consenso.

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