Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

Iraque descarta presença dos EUA no país

Primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki enterrou, nesta sexta-feira, a possibilidade de um pacto de segurança entre o seu país e os EUA. Ele disse, em entrevista a jornalistas, na Jordânia, que as negociações com os Estados Unidos sobre o acordo de longo prazo estão em um "beco sem saída" devido a exigências norte-americanas "que infringiam a soberania iraquiana". Bush ainda não se pronunciou sobre mais um fracasso na guerra

Sexta, 13 de Junho de 2008 às 07:41, por: CdB

Primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki enterrou, nesta sexta-feira, a possibilidade de um pacto de segurança entre o seu país e os EUA. Ele disse, em entrevista a jornalistas, na Jordânia, que as negociações com os Estados Unidos sobre o acordo de longo prazo estão em um "beco sem saída" devido a exigências norte-americanas "que infringiam a soberania iraquiana".

- Chegamos a um beco sem saída porque, quando começamos a conversar, descobrimos que as exigências dos Estados Unidos infringem a soberania do Iraque, e isso nunca poderemos aceitar - disse Maliki.

Os dois paises negociam um acordo capaz de oferecer uma sustentação jurídica para que as tropas norte-americanas permaneçam em solo iraquiano a partir de 31 de dezembro, quando expira o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU). Também está em discussão um outro tratado de longo prazo, a respeito de questões políticas, econômicas e de segurança.

Os EUA se limitaram, até agora, a revelar que não haverá cláusulas secretas e que o Parlamento iraquiano terá liberdade para avaliar o acordo. Maliki, no entanto, disse ser contrário à insistência de Washington em conceder imunidade jurídica aos soldados norte-americanos no Iraque e autorização para que eles realizem operações independentes do controle local.

- Não podemos ampliar a permissão para que as forças dos EUA prendam iraquianos ou assumam a responsabilidade de combater o terrorismo de forma independente, ou de manter os céus e águas iraquianos abertos para si sempre que desejarem. Uma das questões importantes que estamos colocando aos EUA é quanto à imunidade para seus soldados e terceirizados. Rejeitamos isso totalmente -  afirmou o premiê.

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