O Iraque escolheu uma equipe nesta sexta-feira para organizar suas primeiras eleições livres em janeiro, o próximo passo para estabelecer sua independência da ocupação militar dos Estados Unidos.
A seleção oficial da comissão eleitoral foi feita três dias depois da indicação de um governo interino, em processo supervisionado por Washington e com participação da Organização das Nações Unidas (ONU).
O novo governo disse à ONU que queria ter o direito de decidir sobre a presença futura das forças lideradas pelos EUA no país e sobre outras questões de segurança, mas que em geral estava ao lado de Washington.
Os EUA estão tentando persuadir outras grandes potências, incluindo a França e a Rússia, a apoiarem um mandato da ONU para manter as tropas lideradas pelos norte-americanos no Iraque até que o país tenha um governo constitucionalmente eleito e totalmente legítimo - o que deve acontecer em cerca de 18 meses, segundo o atual plano de transição de Washington.
O ministro das Relações Exteriores iraquiano, Hoshiyar Zebari, disse ao Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, que Bagdá queria que as forças lideradas pelos EUA permanecessem no país árabe, sob os termos de um esboço de resolução redigido pelos anglo-americanos sobre a planejada entrega de poder aos iraquianos, em 30 de junho.
Autoridades em Bagdá disseram que a representação proporcional será utilizada para eleger uma assembléia que irá supervisionar o esboço de uma nova Constituição e escolher quem substituirá o atual governo interino.
"Ressalto que qualquer saída prematura de tropas internacionais levaria ao caos e à possibilidade real de uma guerra civil no Iraque", disse Zebari.