Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Iraque adota medidas contra o terror

O governo interino do Iraque adotou nesta quarta-feira um aguardado pacote de medidas de segurança, para tentar controlar a violência no país. A nova Lei de Segurança Nacional amplia os poderes do governo interino para combate de rebeldes e terroristas. O ministro da Justiça, Malek al-Hassan, disse que a lei permite ao governo impor toque de recolher e ações de busca e detenção de suspeitos em algumas áreas por um período limitado. Em circunstâncias excepcionais, o governo pode pedir que as tropas da força multinacional liderada pelos EUA ajudem a aplicar a nova lei. (Leia Mais)

Quarta, 07 de Julho de 2004 às 07:35, por: CdB

O governo iraquiano adotou nesta quarta-feira um pacote de medidas de segurança para tentar controlar a violência no país, mas enquanto a lei era assinada rebeldes enfrentavam tropas americanas e forças iraquianas nas ruas do centro de Bagdá. Vários morteiros foram atirados em uma área nas proximidades da casa do primeiro-ministro Iyad Alawi.

A nova Lei de Segurança Nacional amplia os poderes do governo interino para combate de rebeldes e terroristas. O ministro da Justiça, Malek al-Hassan, disse nesta quarta-feira que a lei permite ao governo impor toque de recolher e ações de busca e detenção de suspeitos em algumas áreas por um período limitado. Em circunstâncias excepcionais, disse o ministro, o governo pode pedir que as tropas da força multinacional liderada pelos EUA ajudem a aplicar a nova lei.

Malek al-Hassan explicou que "a lei permitirá ao primeiro-ministro anunciar estado de exceção em qualquer zona do Iraque no caso de o povo ou o governo virem-se expostos a um grande perigo".

- Uma decisão neste sentido deverá determinar a zona em que será imposto o estado de emergência e o período que vai durar, que nunca deve superar 60 dias - disse Al-Hassan, explicando que o estado de exceção pode ser prorrogado a cada 30 dias.

O ministro de Direitos Humanos, Bujtiar Amin, disse que o objetivo da lei é "proteger os cidadãos iraquianos de terroristas, dos assassinos que ameaçam a segurança do país".

Antes da entrevista, tropas americanas e forças iraquianas enfrentaram rebeldes nas ruas de Bagdá. Helicópteros dos EUA dispararam contra um prédio na Rua Haifa, no centro da cidade, durante o combate.

De manhã, rajadas de metralhadoras e explosões de granadas ecoaram pelas ruas, forçando pedestres e motorista a fugir da via comercial movimentada na margem oeste do Rio Tigre.

Pelo menos três soldados iraquianos morreram na altura da ponte Abu al-Muadham. Dois policiais feridos foram atendidos em um hospital depois de um ataque a uma delegacia.

Antes dos choques nas ruas, vários morteiros acertaram Bagdá, ferindo sete pessoas, segundo Ministério do Interior. Cinco foram feridos quando dois morteiros acertaram um centro médico perto da sede do Acordo Nacional Iraquiano, partido de Allawi, e da casa do primeiro-ministro, no distrito de Mansour. Outro ataque, em Dora, feriu duas pessoas.

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