Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Iraque adia resultado final da eleição por alguns dias

Quarta, 09 de Fevereiro de 2005 às 14:21, por: CdB

A apuração das eleições históricas no Iraque foi retardada por alguns dias para permitir verificações finais, mas o resultado será divulgado o mais rápido possível, disseram autoridades eleitorais. A previsão inicial era de que o resultado saísse na quinta-feira.

Farid Ayar, porta-voz da Comissão Eleitoral do Iraque, disse que cerca de 300 urnas foram escolhidas aleatoriamente para uma análise mais detalhada, para evitar fraudes.

"Assim que terminarmos de reexaminar as 300 urnas vamos anunciar o resultado final", disse ele a repórteres depois de mostrar uma pilha de urnas e sacos plásticos que já haviam sido rejeitadas por fraudes evidentes.

"Será ligeiramente adiado", afirmou ele sobre o resultado, sem determinar uma data específica.

Os resultados parciais divulgados até agora mostram a liderança da aliança de grupos principalmente xiitas islamistas, seguida pelos curdos e pelo bloco liderado pelo primeiro-ministro Ilyad Allawi. Essas parciais se baseiam em 4,6 milhões de votos, de 13 das 18 províncias do país.

"Estamos no fim do processo. Estamos fazendo verificações finais e teremos o resultado em alguns dias", acrescentou um funcionário do órgão eleitoral.

Milhões de pessoas desafiaram o perigo de ataques a bomba para votar, mas em algumas províncias sunitas árabes, a violência e os pedidos de boicote impediram muitos eleitores de ir às urnas.

Na Província de Nineveh e em sua principal cidade, Mosul, muita gente deixou de votar por medo da violência.

Grupos guerrilheiros saquearam seções eleitorais e encheram urnas com cédulas falsas na região, um dos principais centros da insurgência nos últimos meses.

Ayar chamou as tentativas de fraude de "burras", mas não quis responsabilizar nenhum partido específico. "Não acusamos nenhum partido", afirmou.

Observadores independentes da eleição iraquiana afirmaram que mais de 20 mil pessoas foram impedidas de votar em Nineveh, mas consideraram a eleição em geral livre e justa. Por causa dos riscos, apenas alguns poucos observadores internacionais acompanharam o pleito.

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