Os iranianos foram às urnas, nesta sexta-feira, no segundo turno da eleição presidencial que pode endurecer a política do país em relação ao Ocidente e acabar com a tentativa de avançar rumo à liberalização do país, se um candidato linha-dura vencer Akbar Hashemi Rafsanjani.
Os eleitores formaram longas filas no sul de Teerã, local de apoio ao prefeito ultraconservador da cidade, Mahmoud Ahmadinejad, que ganhou os pobres com promessas de dividir a riqueza do petróleo com maior justiça.
Rafsanjani, um clérigo tentando reassumir o posto que ocupou entre 1989 e 1997, lançou-se como um liberal que pretende preservar as reformas do presidente Mohammad Khatami, que afrouxou as leis sociais islâmicas e procurou melhorar as relações com o Ocidente.
Ahmadinejad, de 48 anos, que surpreendeu ao chegar ao segundo turno, afirma que os laços com Washington não são a prioridade.