Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2026

Iranianos vão às urnas sob fortes críticas dos EUA

Os iranianos votam para presidente nesta sexta-feira, com o clérigo moderado Akbar Hashemi Rafsanjani ligeiramente à frente em uma acirrada disputa criticada pelos Estados Unidos. As filas formaram-se logo após alguns postos de votação terem aberto. Quarenta e sete milhões de iranianos - a maioria jovens - enfrentarão um sol forte para colocar suas cédulas nas urnas. Os resultados devem ser divulgados no sábado. (Leia Mais)

Sexta, 17 de Junho de 2005 às 05:40, por: CdB

Os iranianos votam para presidente nesta sexta-feira, com o clérigo moderado Akbar Hashemi Rafsanjani ligeiramente à frente em uma acirrada disputa criticada pelos Estados Unidos.

As filas formaram-se logo após alguns postos de votação terem aberto. Quarenta e sete milhões de iranianos - a maioria jovens - enfrentarão um sol forte para colocar suas cédulas nas urnas.
Os resultados devem ser divulgados no sábado.

Muitos iranianos dizem que não apóiam um sistema no qual o poder de fato está nas mãos de clérigos não-eleitos, que impediram a maioria dos mais de 1.000 candidatos presidenciais a concorrer. Ainda assim, o pleito atraiu mais interesse do que o esperado entre os jovens.

- Mesmo que achemos que é jogo de cartas marcadas, devemos votar. Votarei para Moin - disse Siavosh Kayyal, 22, engenheiro de computação, referindo-se ao principal candidato reformista, Mostafa Moin.

Mantendo o nível de pressão dos EUA, a secretária de Estado Condoleezza Rice disse que a democracia no Irã estava se "movendo para trás" e que Washington acompanharia para ver se, após a votação, o país seguiria um rumo "mais em sintonia com o que está acontecendo na região".

O presidente norte-americano, George W. Bush, chamou em 2002 o Irã de um país pertencente a um "eixo do mal" e na quinta-feira atacou o histórico de "opressão" na região. O Irã nega as acusações dos EUA de que busque armas nucleares e que apóie o terrorismo.

Rafsanjani, que deseja melhores relações com o Ocidente, apareceu na liderança da maior parte das pesquisas antes da disputa que poderá ser a mais apertada no país desde a Revolução Islâmica, de 1979.

- Prometi às pessoas continuar com as reformas e tenho certeza de que poderia cumprir minhas promessas - disse ele após votar.

O clérigo governou o país de 1989 a 1997. Ele precisa de mais da metade dos votos para evitar um inédito segundo turno.

Seus adversários com maior chance são Moin, 54, e o conservador ex-chefe da polícia Mohammad Baqer Qalibaf, 43. O ex-prefeito de Teerã Mahmoud Ahmadinejad poderá ser o azarão do pleito.

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