Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad afirmou, nesta terça-feira, que o acordo nuclear que determina a troca de urânio iraniano ainda está sobre a mesa de negociações, apesar da imposições de sanções ao país pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ele, a chamada Declaração de Teerã – nome oficial do acordo – é um mecanismo vivo que desempenha um papel na evolução da situação internacional”.
As informações são da rede iraniana de TV PressTV.
– A Declaração de Teerã é o começo de uma nova era. Não apenas sobre a questão nuclear do Irã, mas apresentou um novo modelo de relações globais com base em negociações e na lógica e justiça – disse o presidente iraniano.
Ahmadinejad afirmou que os termos do acordo desagradaram às grandes potências mundiais porque se baseiam na busca da solução de impasses por meio da justiça.
– (As grandes potências) estão interessados apenas nos próprios interesses – disse ele em relação aos Estados Unidos, à França, à Inglaterra, à Rússia e à China, que têm cadeira permanente no Conselho de Segurança e votaram a favor das sanções.
Na última quarta-feira, o órgão aprovou, por 12 votos favoráveis, uma série de medidas restritivas ao Irã. Apenas o Brasil e a Turquia foram contrários às medidas. O Líbano se absteve. As sanções atingem diretamente os setores comercial e militar do Irã.
Nesta segunda-feira à noite, em Genebra, na Suíça, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reiterou a defesa em busca da paz por meio do diálogo e das negociações diplomáticas.
– A paz tem custos. Todos devem se envolver nos esforços para a sua construção e manutenção. O Brasil, de sua parte, escolheu o diálogo, as soluções negociadas e a diplomacia como forma de resolver os conflitos. Paz, cooperação solidária e comércio justo serão o novo nome do desenvolvimento – disse Amorim.