O Irã testou, neste domingo, um míssil submarino com capacidade de fugir à detectação de sonar e de superar qualquer navio de guerra inimigo, afirmou à TV estatal iraniana um comandante naval do país. Os países ocidentais acompanham com preocupação o desenvolvimento da capacidade bélica do Irã diante do impasse sobre o programa nuclear do país. Para o Ocidente, o objetivo do programa é a construção de bombas atômicas, mas o Irã afirma que o objetivo é apenas civil.
Segundo analistas, os Estados Unidos podem adotar medidas militares contra o Irã caso a disputa não seja resolvida por meios diplomáticos. Os comandantes iranianos dizem que suas Forças Armadas estão prontas para reagir a qualquer ataque. O Irã controla o estreito de Hormuz, na entrada do Golfo Pérsico, rota de navegação pela qual passam cerca 40% de todo o comércio mundial de petróleo.
- Esse míssil engana os sonares, e mesmo que um sistema de sonar inimigo pudesse detectar seu movimento sob a água, nenhum navio de batalha poderia fugir dele devido a sua alta velocidade. A República Islâmica é agora um dos dois únicos países que têm esse tipo de míssil. Sob a água, a velocidade máxima de um míssil (geralmente) é de 25 metros por segundo, mas agora possuímos um míssil que chega a 100 metros por segundo - disse o contra-almirante Ali Fadavi, da Guarda Revolucionária.
O embaixador do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Aliasghar Soltaniyeh, disse que o teste com o míssil não deve ser motivo de preocupação para o mundo. Afirmou que, até onde sabe, a arma não pode carregar uma ogiva nuclear.
- O mundo não deve se preocupar pelo fato de que um país qualquer tem atividades militares convencionais de defesa - declarou à rede norte-americana de TV CNN.