Em resposta às novas sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, o Irã anunciou que vai reduzir a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
- Depois que esta resolução ilegal foi aprovada contra o Irã ontem (sábado), ela forçou o governo a suspender partes das suas atividades (com a AIEA) , afirmou neste domingo o porta-voz do governo Gholamhossein Elham na televisão estatal.
Elham referia-se à resolução 1747 aprovada por unanimidade pelo Conselho e que amplia as sanções já impostas em dezembro de 2006, estipulando a proibição de exportações de armas e e o congelamento dos bens de indivíduos e empresas envolvidos nos programas nuclear e de mísseis iranianos.
A decisão foi atacada pelo próprio presidente Mahmoud Ahmadinejad, que, na sua página na internet, escreveu que as sanções são ilegais e que o Irã não pararia as suas atividades nucleares nem "mesmo por um segundo".
O Irã alega que o seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos, apesar das acusações dos Estados Unidos e outros países de que estaria desenvolvendo armas nucleares.
Planos com antecedência
De acordo com o porta-voz oficial, serão afetados "arranjos subsidiários" com a agência da ONU.
Trata-se, segundo informações de um alto funcionário iraniano à imprensa internacional, de uma referência a um acordo firmado em 2002 para que o Irã divulgue seus planos de construção de novas instalações nucleares com antecedência.
Os inspetores da AIEA têm supervisionado o programa nuclear do Irã há quatro anos, mas no mês passado o diretor da agência, Mohamed ElBaradei, disse que o trabalho dos inspetores estava sendo prejudicado pela suposta falta de transparência e cooperação de Teerã.
O responsável pela política externa da União Européia, Javier Solana, disse após a votação que o bloco continua comprometido com a busca de uma solução negociada para a disputa em torno do programa nuclear do Irã.
Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2026
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