Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Irã promete ser um 'campo de morte' para estrangeiros

Segunda, 06 de Março de 2006 às 09:18, por: CdB

O Irã prometeu, nesta segunda-feira, transformar-se em um "campo de morte" para qualquer agressor externo, em resposta ao alerta norte-americano de que haverá "consequências dolorosas" se o país não frear seus planos atômicos. O embaixador norte-americano na Organização das Nações Unidas, John Bolton, afirmou no domingo que os EUA estavam "reforçando suas medidas de defesa" para impedir o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, que o Ocidente suspeita ter por finalidade fabricar bombas atômicas e não apenas gerar energia.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não disse o que o país poderia fazer, mas autoridades iranianas afirmaram que uma das medidas seria o abandono do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. O governo do país islâmico parece estar contando com a oposição às sanções por parte da Rússia e da China, dois países com poder de veto no Conselho de Segurança.

Gholamali Rashid, vice-chefe das forças armadas iranianas, afirmou que os Estados Unidos não sabem como operar na região do Golfo.

- As forças armadas do Irã, com sua experiência de guerra, irão fazer desta terra um campo de morte para qualquer agressor inimigo - afirmou à agência de notícias oficial IRNA.

O caso do Irã já foi relatado ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Embora os Estados Unidos e Israel tenham afirmado que a diplomacia é o melhor caminho para resolver o impasse, nenhum dos países descartou a opção de uma campanha militar.

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