Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Irã nega suspensão da pena de enforcamento de Sakineh

Segunda, 17 de Janeiro de 2011 às 12:40, por: CdB

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17/01/2011Irã nega suspensão da pena de enforcamento de Sakineh

 

 

Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O responsável jurídico do Irã pelo processo de execução da viúva Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte anunciou hoje (17) que a pena não foi suspensa. O chefe do  Departamento de Justiça do Azerbaijão Oriental Hojjatoleslam, Malek Ajdar Sharifi, afirmou que o processo de Sakineh ainda aguarda julgamento e decisão final. A autoridade negou alterações na ação.
 
Sharifi afirmou que o Supremo Tribunal do Irã ainda não emitiu o “veredicto final” sobre o caso de Sakineh. “[O processo]  segue seu curso normal e burocrático”, disse ele. As informações são da agência oficial de notícias do Irã, a Irna.


Para as autoridades iranianas, Sakineh é acusada de infidelidade e cumplicidade no assassinato do marido. A viúva e seus dois filhos negam as acusações. Mas ela é mantida presa e virou uma espécie de símbolo de combate à defesa dos direitos humanos no Irã.

A presidenta Dilma Rousseff é uma das críticas à sentença de morte de Sakineh. Inicialmente, a viúva foi condenada à morte por apedrejamento, agora aguarda o julgamento do ação que a condena ao enforcamento.

O caso de Sakineh  mobilizou  personalidades de vários países,  envolvendo na campanha pela suspensão da pena de morte autoridades, artistas e intelectuais, além de representantes de entidades humanitárias. No ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a libertação de Sakineh e ofereceu asilo para ela ficar no Brasil. Em resposta, o governo Ahmadinejad classificou o Brasil como "desinformado" sobre o caso.

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