Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Irã não terá ajuda política dos EUA

Segunda, 05 de Janeiro de 2004 às 23:51, por: CdB

Os Estados Unidos insistiram na última segunda-feira que o plano de enviar uma missão de alto nível ao Irã era de natureza humanitária, não política. Para Washington a república islâmica confundiu as intenções norte-americanas.

O departamento de Estado indicou que a proposta de enviar uma missão encabeçada pela senadora Elizabeth Dole e algum membro da família do presidente George W. Bush, estava inteiramente ligada ao terremoto na cidade de Bam.

Embora a missão fosse ser a primeira visita de algum funcionário público norte-americano ao Irã em 25 anos, o departamento de Estado garantiu que não representaria nenhum sinal político.
 
- Estamos falando de dois assuntos distintos - disse o porta-voz adjunto do departamento de Estado, Adam Ereli, à imprensa.

- Uma coisa é uma missão humanitária e outra é melhorar as relações com o Irã. Essas duas coisas não estão relacionadas -  acrescentou.

Na última sexta-feira, o Ira recusou a missão Dole, argumentando que aquele não era um momento apropriado. Na ocasião, o governo destacou a gravidade da situação em Bam, onde o terremoto de 26 de dezembro pode ter matado 30 pessoas.

Logo após a tragédia, o país chegou a aceitar a ajuda humanitária norte-americana, mas no último sábado o ministro da Inteligência, Ali Yunessi, disse que Teerã não podia receber uma missão política dos EUA. O chanceler iraniano, Kamal Kharazi, afirmou que 'assuntos humanitários não deveriam ser misturados com questões políticas'.

Irã e Estados Unidos romperam suas relações diplomáticas após a revolução islâmica de 1979 e a crise dos reféns, quando 52 pessoas ficaram seqüestradas na embaixada norte-americana durante 444 dias. Em 2002, Bush incluiu o Irã no 'eixo do mal', junto com o Iraque de Saddam Hussein e a Coréia do Norte.

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