O governo iraniano afirmou nesta sexta-feira que não cederá às pressões para suspender suas atividades nucleares, como exige a resolução adotada ontem pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas manteve aberta a possibilidade de continuar as negociações.
A resposta iraniana à decisão da AIEA foi divulgada por Hamid-Reza Asefi, porta-voz do Ministério iraniano de Exteriores, que insistiu que "a República Islâmica do Irã não renunciará a seus legítimos direitos de desenvolver energia nuclear para fins pacíficos"
O porta-voz ministerial iraniano acrescentou que estas atividades "não se desviaram de seus propósitos pacíficos" e que "estão sob a supervisão da AIEA".
Reza Asefi classificou de "inaceitável" a resolução aprovada pelo Conselho de Governadores da AIEA, dizendo ser uma medida "política, aprovada sob a pressão dos Estados Unidos e de seus aliados".
-A resolução carece de princípios jurídicos e lógicos, e não é aceitável - ressaltou Asefi, citado pela agência iraniana de notícias Isna.
A Comissão Européia (CE) considerou nesta sexta-feira que a solução para o conflito com o Irã por causa do reatamento de seu programa de enriquecimento de urânio continua passando pelo processo negociador entre o Governo iraniano e a UE, representada por França, Reino Unido e Alemanha.
- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) falou com uma só voz e pediu ao Irã que restabelecesse a suspensão das atividades de enriquecimento - disse o porta-voz da CE, Stefaan de Rynck.
- Para nós, isto implica em termos práticos, que o Irã responda a esta demanda unânime da agência atômica e volte à mesa de negociação sobre a base da oferta que a UE lhe fez - acrescentou o porta-voz, que ressaltou que "o interesse de todo mundo é chegar a uma solução negociada".