Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Irã mantém indicação de seu embaixador à ONU e critica os EUA

Sábado, 12 de Abril de 2014 às 13:22, por: CdB
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As superpotências nucleares mundiais temem o programa de energia do Irã
O Irã criticou neste sábado a decisão dos Estados Unidos de negar visto a seu indicado como novo enviado às Nações Unidas (ONU), dizendo que levaria o caso diretamente ao órgão global. – Não temos um substituto para Abutalebi e vamos acompanhar a questão via mecanismos legais nas Nações Unidas – disse Abbas Araghchi, funcionário do Ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela agência de notícias Irna. Os EUA disseram na sexta-feira que não dariam visto para Hamid Abutalebi, citando as ligações do enviado com a crise de reféns do Irã entre 1979 e 1981. Washington apontou as suspeitas de que Abutalebi tenha feito parte do grupo de estudantes muçulmanos que sequestrou o embaixador norte-americano em Teerã em novembro de 1979 e manteve outros 52 norte-americanos como reféns por 444 dias. O diplomata já afirmou anteriormente que atuou como intérprete para os militantes. O presidente norte-americano, Barack Obama, está sob forte pressão doméstica para não permitir que Abutalebi entre no país para assumir seu cargo em Nova York, levantando preocupações de que a disputa possa interromper as frágeis negociações entre Teerã e as seis principais potências do mundo, incluindo Washington, sobre seu programa nuclear. Satélite espião Para esticar ainda mais as cordas na diplomacia internacional, Israel entrou em operação, neste sábado, com outro satélite para espionar o Irã. O governo de Tel Aviv lançou um satélite militar, com o objetivo de realizar atividades de espionagem sobre o programa de energia nuclear do Irã e os grupos antisrael de resistência na região, segundo a agência iraniana de notícias Irna. A informação, confirmada neste sábado, reforça o anúncio do ministro israelense de assuntos militares de que seu país lançou o 'Ofek 10', o sexto satélite espião do regime sionista. Segundo a imprensa israelense, o projeto tinha uma base de custo de US$ 90 milhões e foi financiado principalmente pelo maior doador do Partido Republicano dos Estados Unidos, o bilionário pró-Israel Sheldon Adelson. Esses fundos doados por magnatas norte-americanos ao governo de Israel se somam a um apoio militar no valor de cerca de US$ 3,1 bilhões que o regime de Israel recebe anualmente a partir de Washington, como parte de um acordo em vigor por uma década. O regime e Tel Aviv têm satélites espiões em órbita desde 1988 e a entrada em serviço do novo dispositivo coincide com uma escalada de ameaças de ataques a instalações nucleares iranianas. O governo israelense acusa repetidamente o Irã de buscar fins bélicos sobre as suas atividades nucleares e ameaçam a nação iraniana com uma opção militar, em uma tentativa de forçar Teerã a suspender seu programa pacífico de energia nuclear. Os iranianos são, inclusive, signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Isso ocorre enquanto o regime Tel Aviv, segundo fontes na espionagem mundial, armazena entre 200 e 400 ogivas nucleares e é considerado o único país a manter armas nucleares no Oriente Médio, e que nunca permitiu acesso internacional dos inspetores da ONU as suas instalações nucleares. O Irã também rejeita as acusações israelenses, e adverte que qualquer agressão militar contra seu território pelo regime de Tel Aviv vai receber uma "resposta esmagadora".
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