O Irã executou, na manhã deste domingo, 29 traficantes de drogas e outros criminosos julgados e condenados à morte, na prisão de Evin, em Teerã, divulgou a agência iraniana de noticias Irna. As execuções acontecem após uma ação coordenada contra o crime naquele país. Todas as execuções aconteceram às 5h10 (horário local), também de acordo com a emissora estatal IRIB. Oito mulheres e um homem também foram julgados como adúlteros e condenados a morrer por apedrejamento Execuções de várias pessoas ao mesmo tempo são normalmente divulgadas, mas raramente de um grupo tão numeroso.
O Irã, assim como a Arábia Saudita, aplica uma estrita versão da "Sharia", ou Lei Islâmica, e pune com a pena capital crimes como assassinato, seqüestro, estupro, assalto à mão armada e homossexualismo, entre outros. Aquela república islâmica é muitas vezes acusada de abusos dos direitos humanos por grupos de defesa e governos ocidentais, embora Teerã minimize as críticas e acusa o Ocidente de hipocrisia.
"Os 29 que foram executados esta manhã estavam envolvidos em contrabando de narcóticos em larga escala, crime organizado, assassinato e roubo a mão armada", afirmou o promotor de Teerã Saeed Mortazavi a uma rádio estatal.
Nas últimas semanas a polícia prendeu dezenas de pessoas em uma nova ação contra "comportamento imoral" no Irã, país que a Anistia Internacional listou como o segundo que mais executou pessoas em 2007, depois da China.
"Esperamos que Teerã se torne o local mais inseguro para traficantes de drogas, assassinos e arruaceiros, além de violadores da honra das pessoas", disse Mortazavi.