Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Irã e Síria x EUA

Quarta, 16 de Fevereiro de 2005 às 23:40, por: CdB

Uma nova geografia política começa a se formar no globo nesse começo de ano.

Alguns fatos nessa semana estão clareando como deve funcionar, pelo menos no próximo ano, a balança de poderes mudiais.

 

Os governos do Irã e da Síria anunciaram nesta quarta-feira que vão formar uma frente comum para enfrentar desafios e ameaças que vêm "do exterior". "Estamos prontos para ajudar a Síria de todas as maneiras a confrontar ameaças", afirmou o vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, depois de um encontro com o primeiro-ministro da Síria, Naji Al-Otari.

 

Pode-se traduzir "do exterior" como "dos Estados Unidos da América". Os EUA acusam o Irã de querer produzir tecnologia para a produção de armas nucleares.

 

EUA e Síria tiveram as relações deterioradas após o ataque de segunda-feira (14) que matou o ex-premiê libanês Rafik al Hariri e outras 14 pessoas.

 

Para deixar a situação "mundial" mais tensa ainda, o governo russo, de Vladmir Putin já afirmou que há realmente uma disposição de vender mísseis para a Síria.

 

Ainda temos a Coréia do Norte que declarou no final da semana passada que pretende se armar até os dentes para também se defender da política externa da Casa Branca.

 

Ou seja, serão mais quatro anos de tensas relações entre o Oriente, um pedaço da Ásia e Washington. No meio ficam a União Européia e Israel que já se sente ameaçado pela possível compra de armamentos da Rússia pela Síria.

 

A União Européia continua sendo a turma do "deixa disso", tentando persuadir o Irã a desistir do seu programa nuclear dando bons incentivos financeiros em troca.

 

Já Israel está acuado, e em diversas entrelinhas pede socorro aos norte-americanos, pois estão isolados em uma área de muçulmanos e de árabes. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, falando em Londres, disse que o Irã está a seis meses de construir a bomba nuclear.

 

<
Tags:
Edições digital e impressa