Rio de Janeiro, 24 de Abril de 2026

Irã denunciado ao Conselho de Segurança

Por 27 votos a favor, três contra e cinco abstenções, o Conselho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou neste sábado a denúncia contra o Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O país denunciado reagiu imediatamente e alertou por intermédio de seu porta-voz, Javad Vaeedi, que estão proibidas as inspeções da ONU e o Irã vai iniciar um "amplo programa de enriquecimento de urânio". (Leia Mais)

Sábado, 04 de Fevereiro de 2006 às 13:32, por: CdB

Por 27 votos a favor, três contra e cinco abstenções, o Conselho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou neste sábado a denúncia contra o Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O país denunciado reagiu imediatamente e alertou por intermédio de seu porta-voz, Javad Vaeedi, que estão proibidas as inspeções da ONU e o Irã vai iniciar um "amplo programa de enriquecimento de urânio".

Javad Vaeedi acrescentou que o fato de o Irã ser levado à ONU irá representar o "fim da diplomacia". O país é criticado por ameaçar a retomada de seu programa nuclear, o que levanta as suspeitas dos Estados Unidos e da União Européia de que Teerã esteja desenvolvendo armas de destruição. Os países que se abstiveram de votar foram Argélia, África do Sul, Indonésia, Líbia e Bielorrússia. Cuba, Venezuela e Síria foram contra a resolução.

O Brasil foi um dos 27 países da Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a votar favoravelmente pela resolução que trata da Implementação pelo Irã do acordo de salvaguardas de suas obrigações sob o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).
Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), ao votar neste sábado, em Viena, pela aprovação da resolução, o Brasil reiterou que todas as questões relativas à paz e segurança internacionais devem ser preferencialmente resolvidas pelo diálogo e pela cooperação.

Em nota à imprensa, o Itamaraty afirma que o Brasil confia em que a República Islâmica do Irã esclarecerá as questões formuladas pela AIEA no menor espaço de tempo e que as medidas que o Irã venha a adotar sejam reconhecidas pela comunidade internacional. A assessoria do MRE também lembra que, ao votar favoravelmente, a delegação brasileira teve por base o fato de que a resolução apenas informa o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) das medidas que são requeridas para que o Irã possa contar com a confiança da comunidade internacional sobre a finalidade pacífica de seu programa nuclear.

O MRE esclarece que o CSNU não deverá tomar qualquer tipo de ação sobre o dossiê iraniano até a próxima sessão regular da Junta, em março, ocasião em que o diretor-geral da AIEA apresentará relatório sobre a implementação das medidas de fomento da confiança constante da resolução. O Brasil, segundo a mesma nota, vai continuar avaliando a situação em seus méritos, "com apego estrito ao cumprimento das obrigações decorrentes do TNP, inclusive o respeito ao direito de todos os países membros - sem discriminação - de desenvolver, pesquisar e produzir energia nuclear para fins pacíficos".

Votaram favoravelmente à resolução: Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Equador, Egito, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, França, Gana, Grécia, Iêmen, Índia, Japão, Noruega, Portugal, Reino Unido, Rússia, Sri Lanka e Suécia. Votaram contra: Cuba, Síria e Venezuela. E se abstiveram: África do sul, Argélia, Belarus, Indonésia e Líbia.

Tags:
Edições digital e impressa