Três atacantes em uma van atropelaram pedestres na Ponte de Londres e esfaquearam transeuntes na noite de sábado.
Por Redação, com agências internacionais - de Teerã
O governo do Irã disse, em nota divulgada neste domingo, que os ataques em Londres servem de "alerta”. E exortou os países ocidentais a buscarem as fontes ideológicas e financeiras do terrorismo. O pronunciamento foi publicado na iraniana, em uma referência velada à Arábia Saudita.
Três atacantes em uma van atropelaram pedestres na Ponte de Londres e esfaquearam transeuntes na noite de sábado. Mataram ao menos sete pessoas em um ataque que a Grã-Bretanha atribuiu a militantes islâmicos envolvidos em uma "nova tendência" de terrorismo.
— Os repetidos ataques terroristas às cegas em todo o mundo são um alerta para a comunidade mundial — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bahram Qasemi, segundo informou a agência iraniana de notícias IRNA.
Fontes ideológicas
O Irã nega as acusações ocidentais de patrocinar o terrorismo e acusa a facção Wahhabi do islamismo sunita da Arábia Saudita, financiada por seu rival, de fomentar grupos militantes sunitas que estão por trás de uma recente onda de ataques na Europa.
— Para erradicar o terrorismo, é necessário que eles (países ocidentais) abordem as causas profundas, bem como as principais fontes financeiras e ideológicas do extremismo e da violência, que são claras para todos — disse Qasemi, segundo a Press TV.
Guerras regionais
A Arábia Saudita, o bastião do islamismo sunita e um aliado próximo dos EUA, nega o apoio ao terrorismo e repreendeu os jihadistas em casa, prendendo milhares, impedindo que centenas viajem para lutar no exterior e cortando apoio financeiro a militantes.
O Irã — o poderio muçulmano xiita — e a Arábia Saudita são antigos rivais religiosos. Também no campo político. Muitas vezes, acusam-se de apoiar o terrorismo.
As relações são conflituosas já que eles apoiam os inimigos um do outro nas guerras regionais. Entre elas, o Iêmen, o Iraque e a Síria.