O ministro das Relações Exteriores do Irã disse na quarta-feira que Teerã estava considerando diminuir os laços com a Grã-Bretanha, que o país islâmico acusa de interferência em sua contestada eleição presidencial, disse a agência de notícias Isna.
O comentário feito por Manouchehr Mottaki ocorrreu um dia depois de os laços entre os dois países terem sido novamente golpeados, com a Grã-Bretanha anunciando a expulsão de dois diplomatas iranianos em resposta à expulsão de dois diplomatas britânicos por Teerã.
Separadamente na quarta-feira, o ministro da Inteligência do Irã disse que algumas pessoas com passaporte britânico estiveram envolvidas nos protestos violentos que aconteceram após a eleição presidencial na República Islâmica, informou a agência de notícias semi-oficial Fars na quarta-feira.
A declaração de Gholamhossein Mohseni-Ejei é a mais recente de uma série de acusações feitas por Teerã sobre o papel do Ocidente nos mais amplos protestos de rua a atingirem o país desde a revolução islâmica de 1979.
Ele também disse que um dos presos estava "disfarçado de jornalista e coletava informações necessárias aos inimigos", informou a Fars.
A mesma agência de notícias afirmou na terça-feira que um jornalista grego que cobria a eleição para o Washington Times havia sido preso. Mohseni-Ejei disse: "Qualquer um que, sob qualquer nome ou título, colete informações no Irã será preso, e até agora um jornalista estrangeiro foi preso".
Ele acrescentou que "outra pessoa" também foi presa e interrogada e teve seu equipamento confiscado, sem dar mais detalhes.
O Irã acusa os manifestantes de terem apoio do Ocidente - Estados Unidos e Grã-Bretanha em particular - e tem mostrado manifestantes jovens que foram presos afirmando à TV estatal que foram incitados por emissoras de TV estrangeiras. Londres e Washington rejeitaram as acusações.
A Grã-Bretanha anunciou na terça-feira a expulsão de dois diplomatas iranianos em resposta à decisão de Teerã de expulsar dois diplomatas britânicos, num momento de novas tensões nas relações entre os dois países após as eleições.
– Algumas pessoas com passaportes britânicos estiveram envolvidas nas desordens recentes – disse Mohseni-Ejei, segundo a Fars.
Os resultados oficiais mostraram vitória esmagadora do presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad, o que provocou dias de protestos nas ruas do país. O candidato derrotado, o moderado Mirhossein Mousavi, afirma que houve fraude na votação.
Pelo menos 10 manifestantes foram mortos no sábado e pelo menos outros sete na semana passada. A mídia estatal culpa "terroristas" e "vândalos" pela violência.
– Aqueles que chamam as pessoas às ruas são responsáveis pelo derramamento de sangue – disse Mohseni-Ejei ecoando declarações feitas pelo líder supremo, Aiatolá Ali Kamenei, em 19 de junho.
Irã ameaça revisar laços com a Grã-Bretanha após protestos
O ministro das Relações Exteriores do Irã disse na quarta-feira que Teerã estava considerando diminuir os laços com a Grã-Bretanha, que o país islâmico acusa de interferência em sua contestada eleição presidencial, disse a agência de notícias Isna.(Leia Mais)
Quarta, 24 de Junho de 2009 às 07:08, por: CdB