Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2026

Irã ameaça deixar Tratado de Não-Proliferação Nuclear

Sábado, 11 de Fevereiro de 2006 às 09:12, por: CdB

O Irã pode abandonar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear se for forçado a limitar suas atividades na área atômica, disse o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, neste sábado. Em discurso marcando os 27 anos da Revolução Islâmica no país, Ahmadinejad afirmou que se os direitos do povo iraniano forem violados, o Irã irá "revisar suas políticas".

No dia 4 de fevereiro, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) decidiu levar o caso do Irã para o Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de seu programa nuclear. O Tratado de Não-Proliferação, que conta com 187 signatários, foi criado para impedir o surgimento de novas potências nucleares, para promover a cooperação no uso pacífico de energia atômica e trabalhar em direção ao desarmamento nuclear.

Países que não aderiram ao tratado concordam em não buscar desenvolver ou adquirir tais armas. Em troca disso, recebem uma garantia de que receberão apoio para desenvolver energia nuclear para fins pacíficos. Em seu discurso em Teerã, o presidente iraniano repetiu sua polêmica declaração anterior de que o Holocausto é um mito, afirmando que o verdadeiro Holocausto está sendo perpetrado contra os palestinos.

Comentando a controvertida publicação de charges satirizando o profeta Maomé, Ahmadinejad disse que os que insultaram o profeta não são cristãos nem judeus, mas aqueles que negam Deus. Ele pediu aos cristãos e aos judeus que apóiem os muçulmanos em seus protestos contra insultos ao profeta.

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