Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2026

Irã ameaça deixar o Tratado de Não Proliferação Nuclear

Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad rejeitou neste domingo qualquer resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que peça para encerrar seus trabalhos com combustível atômico. Ele intensificou a retórica de que vai seguir os passos da Coréia do Norte e abandonar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), embora ratifique que suas pesquisas são pacíficas e não pretende fabricar armas atômicas. (Leia Mais)

Domingo, 07 de Maio de 2006 às 08:54, por: CdB

Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad rejeitou neste domingo qualquer resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que peça para encerrar seus trabalhos com combustível atômico e intensificou a retórica de que vai seguir os passos da Coréia do Norte e abandonar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Ahmadinejad, disse, segundo a agência de notícias oficial, <i>Irna</i>:

- Eles deveriam saber que os iranianos vão jogar sua resolução ilegítima contra a parede.

O desafio foi feito depois que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o Irã representa uma ameaça a Israel a outros países. Uma proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU feita pela Grã-Bretanha e pela França, com apoio dos EUA, vai pedir para o Irã suspender suas atividades de enriquecimento de urânio.

O Irã afirma que quer combustível atômico para usinas de energia, e não para bombas, mas não convenceu a comunidade internacional. A proposta de resolução da ONU evoca o Capítulo 7 da ONU, que a torna legal diante da lei internacional e permite a adoção de sanções e até mesmo a guerra, apesar de serem necessárias outras resoluções para estas medidas.

França e Grã-Bretanha disseram no sábado que esperam uma votação na próxima semana e querem usar o tempo de debates para convencer as delegações da China e da Rússia, que são contra. Mais de 160 dos 290 parlamentares do Irã disseram em comunicado que se a ONU evocar o Capítulo 7, o legislativo pedirá para o governo estudar a saída do tratado de não-proliferação.

O governo segue esta posição desde fevereiro, mas a medida dos parlamentares daria a plataforma legislativa que pode obrigar o governo a reconsiderar sua participação no acordo internacional. Bush renovou a pressão sobre o Irã dizendo que as ameaças de Ahmadinejad de "apagar Israel do mapa" devem ser levadas a sério.

- Esta é uma ameaça séria, destinada a um aliado dos EUA e da Alemanha. O que Ahmadinejad quer dizer é que está disposto a destruir um país, então ele estaria disposto a destruir outros. Esta é uma ameaça que precisa ser tratada - disse ele ao diário alemão Bild neste domingo.

Ahmadinejad também causou irritação internacional ao se referir ao Holocausto como mito. O país tem mísseis com capacidade de atingir Israel. Mas o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Hamid Reza Asefi, disse que o país não pretende lançar um ataque contra Israel.

- Não vamos dar o primeiro passo de atacar qualquer país - disse ele, ao ser questionado sobre uma possível agressão contra Israel.

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