Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Irã acusa Siemens pelo vírus Stuxnet

Um comandante militar iraniano acusou o conglomerado alemão Siemens de ajudar os Estados Unidos e Israel a lançar um ciberataque contra suas instalações nucleares, publicou o diário iraniano Kayhan.

Terça, 19 de Abril de 2011 às 06:55, por: CdB

Um comandante militar iraniano acusou o conglomerado alemão Siemens de ajudar os Estados Unidos e Israel a lançar um ciberataque contra suas instalações nucleares, publicou o diário iraniano Kayhan. Gholamreza Jalali, diretor da defesa civil iraniana, disse que o vírus Stuxnet, que tomou por alvo o programa nuclear iraniano, é obra dos dois maiores inimigos do país, e que a companhia alemã deve arcar com parte da culpa. - As investigações mostram que a fonte do vírus Stuxnet está nos Estados Unidos e no regime sionista - teria dito Jalali. Jalali disse que o Irã considera a Siemens responsável pelos sistemas de controle usados para operar maquinaria industrial sofisticada -- conhecidos como Supervisory Control and Data Acquisition (SCADA) -- que teriam sido atingidos pelo vírus. - Nossas autoridades executivas devem acompanhar legalmente o caso do software SCADA Siemens, que preparou o caminho para o ciberataque contra nós - disse. Alguns especialistas estrangeiros descreveram o Stuxnet como um "cibermíssil guiado", dirigido ao programa atômico do Irã. Ao contrário de outras autoridades iranianas que minimizaram o impacto do Stuxnet, Jalali disse que o worm poderia ter representado um grande risco caso não tivesse sido descoberto e contido antes de causar danos graves. - Foi um ato hostil contra nós que poderia ter causado grandes danos humanos e materiais caso não tivesse sido detectado de imediato - disse. O Irã deu poucos detalhes sobre o impacto do vírus. O país informou em setembro que os computadores dos funcionários da estação nuclear de Bushehr -- a primeira usina nuclear iraniana, construída pela Rússia -- continuavam inativos e que diversos prazos iniciais de operação haviam passado sem atividade, o que alimentou especulações de que o sistema tenha sido atingido pelo Stuxnet, algo que o Irã nega. O embaixador da Rússia na Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse em janeiro que o vírus havia atingido o sistema de computadores em Bushehr, o que acarretava o risco de um desastre nuclear de escala semelhante ao de Chernobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, em 1986.

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