Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Irã acusa Nicolas Sarkozy de alimentar 'arrogância faraônica'

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, estava imitando o estilo "arrogante" dos faraós que governaram o Egito antigo, informou uma emissora de televisão.(Leia Mais)

Terça, 16 de Dezembro de 2008 às 09:55, por: CdB

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, estava imitando o estilo "arrogante" dos faraós que governaram o Egito antigo, informou uma emissora de televisão.

Sarkozy, um crítico aberto ao Irã desde que assumiu a Presidência em 2007, disse na segunda-feira que não poderia cumprimentar Ahmadinejad porque ele disse que Israel deveria ser "eliminado do mapa". Sarkozy também disse que Ahmadinejad não representa o Irã.

Ahmadinejad, que irritou o Ocidente em 2005 ao chamar Israel de "tumor" e sugerir que o país fosse riscado dos mapas, acusou Sarkozy durante um discurso no sul do Irã de adotar "um estilo arrogante faraônico" em relação ao governo do Teerã.

– Senhor, ninguém no Irã pediu para negociar ou cumprimentar você – disse Ahmadinejad.

– Portanto, porque o senhor está impondo condições? – acrescentou ao discursar na província de Khuzestan, transmitido por uma emissora de TV estatal.

Na tradição islâmica, faraós são símbolo de arrogância e opressão. A oposição a Israel é uma das políticas fundamentais da maioria xiita do Irã, que apóia grupos de militantes palestinos e libaneses contrários ao acordo de paz com o Estado judeu.

Ahmadinejad insistiu que o Irã não tem intenção de reconhecer Israel.

– Quem quer negociar com o Irã deveria saber que nós nunca vamos reconhecer o regime sionista (de Israel) – disse ele ao som de protestos como Morte a Israel e Morte a América.

– Aqueles que querem negociar com o Irã deveriam saber que o Irã está chamando para extinção do crime, agressão, ocupação e da origem do pensamento sionista do mundo – completou.

Os Estados Unidos e Israel acreditam que o programa nuclear do Irã é um disfarce para um projeto com fins militares.

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