O ministro Antônio Palocci gostou da proposta de redução do IPI (Imposto de Produtos Industrializados). A informação foi dada pelo líder do governo, senador Aloiso Mercadante (PT), que participou da reunião neste domingo entre o relator da reforma tributária no Senado, Romero Jucá (PMDB-RO), e o ministro da Fazenda Antonio Palocci. Também participam da discussão de pontos do texto o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o presidente da comissão de Constituição e Justiça do Senado, Edson Lobão (PFL-MA).
Se for aprovada a proposta de redução do IPI, os mais de 20 mil produtos incluídos nesse imposto passariam a ser tributados apenas pela CPMF.
Antônio Palocci preferiu não falar após a reunião, mas será recebido na audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça do Senado na próxima quarta-feira. Além do ministro, serão ouvidos empresários e os governadores.
Os governadores estão resistindo à proposta de mudar a transferência de uma parte da receita da Cide (imposto dos combustíveis). Eles dizem que há um acordo que garantia a transferência direta de 25% da receita para os estados. Com a nova proposta, a gerência desse dinheiro seria feito por uma câmara de gestão, formada por Governo Federal, estados e municípios).
O senador Romero Jucá deve entregar o relatório da reforma tributária na segunda-feira, dia 15 de outubro. Ele prometeu cumprir o prazo, apesar de considerar o tempo curto. A expectativa do Senado é colocar a reforma em votação entre os dias 15 e 20 desse mês.
Mercadante também admitiu que a aprovação da reforma está sendo uma corrida contra o tempo, mas que os diálogos com as indústrias e com os governadores têm sido positivos.