Estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) aponta que quase 40% da população brasileira está excluída do sistema bancário, não tem sequer conta em banco, e que as mulheres constituem a maior parte deste contingente. De acordo com o levantamento, dentro desta parcela de excluídos 40,6% desejam ter uma conta e 26,6% acreditam preencher o perfil definido pelos bancos como público-alvo.
“É um estrato da população de baixa renda e de pouca escolaridade, mas que representa uma importante parcela que vem sendo absorvida pelo mercado de trabalho, estimulada pelo crescimento econômico", constata o estudo. "Há que se criar produtos e serviços específicos para esta população de modo a incorporá-la ao sistema bancário e socializar o acesso a esse serviço público operado por concessão”, preconiza o trabalho do IPEA.
Outro ponto de destaque da pesquisa diz respeito ao baixo percentual da população que percebe a função de concessão de crédito como intrinsecamente bancária. Neste quesito, para 62,1% dos entrevistados a principal função de um banco é a de movimentar/guardar dinheiro; para 29,5%, é oferecer produtos e serviços e pagar contas; e somente 4,5% dos brasileiros entendem que emprestar dinheiro seja a principal função de um banco.
Mercado interno como alavanca do crescimento
Entre os 60,5% dos brasileiros que têm conta em banco, 78,2% estão muito satisfeitos ou satisfeitos com a segurança oferecida pelos bancos em suas agências e 13,7%, muito insatisfeitos (ou insatisfeitos) com ela.
Vejam, meus amigos, números e percentuais à parte, para mim a principal conclusão - de certa forma, incontestável - a se tirar desse trabalho é que ele só comprova o potencial que temos para nos desenvolver apoiados no mercado interno, na distribuição de renda, na ampliação do crédito, no crescimento do acesso de nossa população ao setor bancário e na formalização do emprego e do empreendedorismo.
Aos críticos e céticos o estudo prova: estamos começando a crescer de fato.