O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - informou nesta quarta-feira que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 0,61% em março para 0,87% em abril, reguistrando a taxa desde julho do ano passado, quando ficou em 0,91%.
O índice usado no sistema de metas de inflação do governo acumula no ano uma alta de 2,68%, uma variação superior à registrada nos quatro primeiros meses de 2004 (2,23%). A meta ajustada pelo Banco Central para todo este ano é de 5,1%.
O IPCA de abril veio um pouco acima da expectativa de mercado, pois analistas de cerca de cem instituições financeiras ouvidos pelo Banco Central esperavam uma taxa de 0,85%. De acordo com o IBGE, os principais responsáveis pela alta de abril foram os seguintes itens: ônibus urbanos, remédios, energia elétrica e alimentos.
Houve aumento de tarifas de ônibus urbanos em três das onze regiões pesquisadas no cálculo do IPCA. Mesmo com uma alta inferior à apurada de março (de 5,02% para 2,57% no mês passado), o item foi um dos que mais contribuíram para a alta da inflação.
O impacto foi de 0,13 ponto percentual na taxa geral, mesma contribuição do grupo remédios. Com reajuste permitido pela Câmara de Regulação de Medicamentos a partir do dia 31 de março, os remédios ficaram, em média, 3,26% mais caros.
As contas de energia elétrica também tiveram expressiva participação (0,10 ponto percentual) no índice do mês e, com aumentos registrados em cinco regiões, a alta chegou a 2,22%. Além dos reajustes contratuais anuais, o item energia concentrou também aumentos na alíquota de ICMS incidente sobre as tarifas e reajuste no valor da taxa de iluminação pública.
Já a taxa do grupo alimentos passou de 0,26% em março para 0,81% em abril. Produtos básicos para o consumidor passaram a custar mais, como leite pasteurizado (4,50%), pão francês (2,11%), açúcar refinado (5,02%) e cristal (6,75%). Já a batata-inglesa teve alta de 10,44%, enquanto os preços do feijão carioca cresceram 5,65%.
Nos últimos doze meses (até abril), o IPCA acumula variação de 8,07%, superior aos 12 meses anteriores (7,54%). Em abril de 2004, a taxa foi 0,37%.
A taxa abrange despesas de famílias com rendimento de até 40 salários-mínimos em nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.