O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,61% em março, a maior taxa desde dezembro, ante 0,59% em fevereiro. Economistas previam em média uma leitura de 0,59%, com os prognósticos variando de 0,53% a 0,64%. A divulgação do índice forçou a subida das taxas do juro futuro na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), em São Paulo.
A maior pressão veio dos preços de ônibus, com alta de 5,02% em razão de reajustes em São Paulo e Porto Alegre, e contribuição de 0,25 ponto percentual. Em fevereiro, o maior impacto havia sido de cursos, dentro de Educação, com contribuição de também 0,25 ponto percentual.
Em março, os custos de cursos subiram 0,50%. Os preços de alimentos avançaram 0,26% em março, contra 0,49% em fevereiro. Produtos como hortaliças, farinha de mandioca e feijão tiveram baixa de preços, mas ovos e alho subiram significativamente.
O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia.
IGP-M sobe
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) foi de 0,67% na primeira prévia de abril, ficando bem acima dos 0,40% registrados em igual período de março, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira pela Fundação Getúlio Vargas. O IGP-M, usado para corrigir contratos de energia elétrica e de aluguel, fechou o mês de março com alta de 0,85%, quase o triplo da inflação registrada em fevereiro (0,30%).
O Índice de Preços no Atacado, que pesa 60% na composição geral do IGP-M ficou em 0,81%, praticamente o dobro da taxa registrada na primeira prévia de março (0,44%). O Índice de Preços ao Consumidor, cujo peso é de 30%, registrou alta de 0,41%, contra 0,32% na primeira semana de março. O Índice Nacional de Custos da Construção ficou praticamente estável. A alta na primeira semana de abril foi de 0,36%, ante 0,32% do mesmo período de março.
Juros em alta
A divulgação do resultado do IPCA, na manhã desta sexta-feira, fez a taxa do juro futuro subir subitamente na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Por volta das 12h, o Depósito Interfinanceiro (DI) de julho de 2005 subia 0,21%. O contrato passava de 19,44% ao ano para 19,48%. O DI de outubro apresentou alta de 0,61% e passava de 19,48% para 19,60%. Para janeiro de 2006, o contrato mais líquido, a alta chegava a 0,72%, passando de 19,34% para 19,48%. Para julho do ano que vem, o DI subia 0,94%. Nesse caso, o contrato chegava a 19,18%, contra 19% do dia anterior.