Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

IPCA desacelera mas alta vai a 6,5% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou a alta a 0,37% em maio, menor resultado em quase um ano e mostrando redução do índice de difusão, favorecido pela pressão menor dos preços dos alimentos.

Sexta, 07 de Junho de 2013 às 09:21, por: CdB
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou a alta a 0,37% em maio
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou a alta a 0,37% em maio, menor resultado em quase um ano e mostrando redução do índice de difusão, favorecido pela pressão menor dos preços dos alimentos.
O resultado do mês passado é o menor desde junho de 2012, quando teve variação positiva de 0,08%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Em abril, o indicador havia avançado 0,55%. Em 12 meses até maio, o IPCA acumulou no mês passado 6,50%, ligeiramente acima dos 6,49% de abril mas permanecendo dentro da meta do governo, de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.
O resultado ficou em linha com as expectativas de analistas ouvidos pela Reuters, que esperavam alta mensal de 0,38% em maio e 6,51% em 12 meses.
De acordo com o IBGE, o grupo Alimentação e bebidas avançou 0,31% no mês passado, depois de ter subido 0,96% em abril. Com isso, o impacto no IPCA foi de 0,08 ponto percentual em maio, ante 0,24 ponto no mês anterior.
O destaque foram os preços do tomate, que caíram 10,31% em maio, ante alta de 7,39% em abril, com impacto negativo de 0,04 ponto no indicador.
Segundo o IBGE, os remédios exerceram o principal impacto de alta sobre o IPCA de maio, com 0,06 ponto percentual, mas a taxa desacelerou na comparação com abril ao atingir 1,61%, ante 2,99% no mês anterior.
Isso favoreceu a desaceleração da alta no setor de Saúde e cuidados pessoais a 0,94%, ante 1,28% no mês anterior, mas este ainda foi o grupo com maior variação no mês .
Com esse resultado, o índice de difusão do IPCA caiu para 63,0% em maio, ante 65,8% em abril, de acordo com o Banco Fator.
A inflação ainda elevada obrigou o Banco Central a acelerar o passo, elevando a Selic em 0,5 ponto percentual, para 8% ao ano, na semana passada. A autoridade monetária também endureceu o discurso e pintou um quadro mais feio para a inflação, afirmando que trabalhará com a "devida tempestividade" para combatê-la.
Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na véspera, o BC destacou que a tendência do dólar é de valorização, ao mesmo tempo em que chamou a atenção para os riscos da inflação mais pesada afetar o consumo e o investimento. Os preços altos já afetaram o consumo da população neste ano e, depois ter agido como sustentação da economia doméstica, contribuiu pouco para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, subindo apenas 0,6%.
O resultado do IPCA ficou abaixo de sua prévia (IPCA-15), que havia registrado desaceleração da alta a 0,46% em maio.
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