Maiores custos de alimentos e remédios aceleraram a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio, mas a taxa ficou abaixo da previsão mais otimista de analistas financeiros.
O IPCA subiu 0,51% em maio, ante alta de 0,37% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Economistas previam, em média, uma leitura de 0,55% para maio. Os prognósticos variaram de 0,52% a 0,58%.
O IBGE informou ainda que os preços de remédios subiram 2,33%, a maior contribuição individual do mês, de 0,10 ponto percentual. Os custos de alimentos avançaram 0,23%, depois de uma queda de 0,34% no mês anterior.
Entre os alimentos, destacaram-se as altas de tomate, 19,0%, cebola, 18,75%, batata-inglesa, 11,69% e açúcar refinado, 4,7%. O aumento de leite pasteurizado, de 3,68%, levou a altas dos preços de queijos.
No ano, o IPCA tem alta de 2,75% e nos últimos 12 meses, de 5,15%, abaixo da taxa de 5,26% acumulada nos 12 meses até abril. O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia.