Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

IPCA-15 volta a desacelerar em julho e tem a menor taxa em 11 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia oficial do índice oficial de reajuste de preços, teve inflação de 0,10% este mês, ante 0,23% em junho, na menor taxa desde agosto do ano passado (-0,05%)e na terceira desaceleração seguida, em razão da queda dos alimentos

Quarta, 20 de Julho de 2011 às 03:28, por: CdB
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia oficial do índice oficial de reajuste de preços, teve inflação de 0,10% este mês, ante 0,23% em junho, na menor taxa desde agosto do ano passado (-0,05%)e na terceira desaceleração seguida, em razão da queda dos alimentos e de menores altas de vestuário e habitação. O dado é o último de inflação divulgado antes de o Banco Central anunciar nesta quarta-feira, após o fechamento dos mercados, sua decisão sobre a taxa de juro, com expectativas de um novo aumento na Selic. O indicador subiu 0,10% em julho, ante alta de 0,23% vista em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam alta de 0,15%, de acordo com a mediana de 16 respostas, que variaram de 0,12 a 0,19%. Os custos do grupo Alimentação caíram 0,39% neste mês, tendo impacto negativo de 0,09 ponto percentual no IPCA-15, após subirem 0,11% em junho. "Ocorreu queda generalizada nos preços (de alimentos), verificando-se aumento em poucos itens. Entre os que ficaram mais baratos, destacam-se cenoura, tomate, frutas, hortaliças, batata-inglesa, frango, carnes e arroz", disse o IBGE em nota. De acordo com o instituto, a redução de junho para julho se explica, em parte, pelos alimentos, cuja taxa passou de inflação de 0,11% para deflação de 0,39%. Houve alta generalizada, com destaque para cenoura (-11,96%), tomate (-5,18%), frutas (-5,16%), hortaliças (-4,99%), batata-inglesa (-4,13%), frango (-3,37%), carnes (-1,50%) e arroz (-1,29%). Apesar disso, o grupo acumula no ano alta de 3,33%. Os preços de Habitação diminuíram a alta, de 0,72 para 0,28%, em razão de uma queda nos condomínios e de uma menor elevação do aluguel residencial e da tarida de água e esgoto. Os custos de Vestuário tiveram oscilação positiva de 0,15% em julho, abaixo da alta de 1,28% de junho, devido ao período de liquidição. Por outro lado, os preços de Transportes caíram em ritmo menor, em 0,02% agora, contra 0,73% antes. Segundo cálculos de economistas, o índice de difusão também diminuiu, de 62,5% em junho para 53,9% em julho. Perspectivas Apesar do bom comportamento dos preços no mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC preparava-se para elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 12,50%, de acordo com pesquisa da Reuters, pois se trata de um dado de apenas um mês e o cenário mais amplo de inflação segue pressionado. Prova disso é a medida do acumulado do IPCA-15 em 12 meses até julho, de alta de 6,75%, acima dos 6,55% no acumulado até junho. O número está acima do teto da meta perseguido pelo governo no ano, que é de 6,50%. A alta no acumulado em 12 meses ocorreu apesar da redução mensal da inflação porque em julho de 2010 o IPCA-15 foi menor, registrando queda de 0,09%. Além disso, as perspectivas do mercado e do próprio Banco Central para a inflação neste ano e no próximo estão acima do centro da meta, que é de 4,5% nos dois anos, e o BC já reiterou diversas vezes que quer convergir a inflação para o centro em 2012. Assim, o mercado espera mais uma alta de juro em agosto, segundo a pesquisa. Essa provavelmente deve ser a última do atual ciclo de aperto, mas se o cenário de melhora da inflação e de arrefecimento da economia não se concretizar, pode haver mais altas.
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