O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou em julho a maior taxa desde abril do ano passado, pressionado principalmente por aumentos de combustíveis, tarifas e alimentos. A inflação pelo IPCA-15 acelerou para 0,93%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, superando a taxa de 0,56% em junho e a expectativa média de analistas de 0,87%.
Os preços de energia elétrica avançaram 0,67% em julho, em razão de reajustes em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. O IBGE disse que as tarifas de telefonia fixa também impactaram o índice. A gasolina aumentou 5,64%, acima da elevação do mês anterior de 0,52%, após o reajuste autorizado pela Petrobras. O álcool combustível avançou 7,11%, contra alta de 5,2% em junho, em razão sobretudo da valorização da cana-de-açúcar, disse o IBGE.
O grupo Alimentação e Bebidas também pesou sobre o índice, com alta de 0,91%, ante avanço de 0,55% em junho. As maiores altas foram apuradas por tomate, cebola, batata-inglesa e leite pasteurizado. No ano até julho, o IPCA-15 acumula alta de 4,3% e nos últimos 12 meses, de 6,53%.
O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA - índice de referência do sistema de metas de inflação - do mês. Ambos seguem a mesma metodologia, apurando a variação de preços para famílias com renda até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.
A diferença entre eles está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário, enquanto o outro apurou a variação dos preços entre 10 de junho a 13 de julho.